Tempo de Matar, John Grisham

Como jurada e estudante de Direito, já assisti vários julgamentos e certo dia assisti a um julgamento terrível no qual uma menina testemunhava contra o homem que a havia violentado brutalmente. Foi uma experiência avassaladora para mim e eu era apenas uma espectadora.

Num momento, ela era toda coragem, no outro, dolorosamente frágil. Fiquei estupefata. Não podia sequer imaginar o pesadelo pelo qual a menina e a família tinham passado. Pensei no que faria se fosse minha filha, minha sobrinha ou qualquer criança que eu tivesse contato…

Enquanto eu a via sofrer em frente ao juiz, tive vontade de matar o violador. Por um breve, mas interminável momento, desejei ser sua mãe. Eu queria justiça. Havia uma história em tudo aquilo.

Fiquei obcecada com a ideia de vingança do pai. Que faria um júri de cidadãos comuns com um pai que tivesse feito justiça por suas próprias mãos? Naturalmente vê-lo-iam com muita simpatia, mas o suficiente para uma absolvição? Eu o absolveria.

Este julgamento me fez lembrar do livro Tempo de Matar, li o livro e depois assisti o filme, ambos salpicados de grandes emoções. É impressionante como a arte imita a vida e/ou vice-versa.

O livro é muito semelhante ao julgamento que assisti, acho que por isso que li o livro e vi o filme depois, sei lá. De qualquer forma, tudo foi muito avassalador. É um bom livro, com uma história muito triste, mas infelizmente algo que acontece com frequência. Nem consegui escrever muito sobre o livro, cada vez que me deparo com este livro, essa história fico sem ação…

Leitura para os fortes.

Boa leitura e até o próximo psot!

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