Retrato de um assassino por Patricia D. Cornwell

Jack, o estripador: caso encerrado

“Prenda-me se for capaz”, esta frase e também um filme é uma analogia a um dos casos mais terríveis de crimes cometidos por serial Killer, pois, de fato até aonde se sabe Jack, o estripador nunca foi capturado. Portanto, seu paradeiro era desconhecido até esta obra desvendar sua história.

Neste livro, Patricia D. Cornwell, a conhecida autora de romances policiais, faz a biografia de Jack, o estripador e prova quem ele nunca foi descoberto porque não foi feito uma investigação correta.

Tudo se passa em 1888, foi nessa época que os terríveis crimes de Jack começaram, ele atacava prostitutas, crianças e homens, talvez porque não pudesse ter filhos e nem ser um homem de verdade para sua esposa. Ao que parece, ele odiava estas pessoas porque representam uma família e provavelmente ele sofreu danos irreparáveis em sua própria estrutura familiar.

Nunca se soube de fato quem foi ele? Mas segundo Cornwell, Jack era o famoso pintor Walter Sickert , suas telas podem ser encontradas facilmente em sites de busca e demonstram toda a sua frieza.

Um estudo aprofundado da vida, época e pessoas envolvidas com o mundo de Sickert, sem que conhecessem o lado Estripador, que agia de forma cruel. Um exemplo dos horrores cometidos por ele foi um torso de mulher encontrado, porém nunca se soube a quem pertencera.

Nesta terrível, simples e bela obra, Patricia mostra o descaso com que a polícia tratou o caso, talvez se houvesse uma investigação mais aprofundada e levada com seriedade, este caso não seria apenas uma incógnita, uma estatística nas cifras negras, pois não existe crime perfeito, só investigações malfeitas. A verdade é algo que salta aos olhos, a questão é querer ver….

Até o próprio Jack enviara diversas cartas às autoridades da época, algumas vezes, letras caprichadas, em outras, contendo grosseiros erros de escrita, perceptíveis que a pessoa queria errar, num tempo em que raras pessoas escreviam tão bem. Ele zombou das autoridades ou queria se entregar, quem sabe, o que sabemos é que infelizmente, esse terrível predador nunca foi capturado e este caso não foi solucionado como deveria.

Mas houve uma coisa foi boa nas investigações, ele parou definitivamente de matar, pelo menos naquela localidade. E isso não é estranho, haja vista que os psicopatas possuem essa tendência, do nada ou por alguma razão eles simplesmente pararam de matar e foi exatamente isso que aconteceu. Pode até ser que ele mudou sua região de caça, mas nada foi buscado nesse sentido.

A autora Patricia Cornwell prova onde ele morava e que sua casa ficava próxima a cena dos crimes. O que geralmente acontece em casos de predadores, eles costumam morar próximos as suas presas, e muitas veze acompanham os trabalhos da polícia, até fazendo parte e colaborando com as investigações.

O livro traz um caderno repleto de fotos dos documentos e pessoas da época. Jack nunca foi pego. Mas ao que parece Cornwell conseguiu desvendar mais este caso, pena que foi muito tempo depois.

Boa leitura!

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