Papillon

Nossa…este livro é espetacular, o filme idem. Assisti ao filme e depois li o livro, ambos maravilhosos do início ao fim. Segue a história: Papillon, um condenado ao degredo na Guiana Francesa por um crime que não cometeu, foge após quarenta e três dias.

Em sua longa fuga, dois mil e quinhentos quilômetros por mar, os ingleses de Trindade, os holandeses de Curaçau, a Colômbia e as suas masmorras alagadas, os índios Guajiros, as tentativas de fuga de Baranquilla e, de novo, o regresso a prisão.

Porém, desta vez, a situação complica-se, a reclusão é de dois anos num isolamento total. E, uma nova tentativa de fuga e, de novo, a reclusão. Por fim, passados treze anos, a grande fuga, a última.

Livro é extraordinário, retrata a vida dos condenados nas prisões sul-americanas, Papillon é também a história de um homem que mesmo entre as maiores adversidades não se lamenta, não se conforma, não se deixa abater e que ao atravessar as mais desumanas condições de vida persiste no seu ideal de justiça, de amizade e de fé no ser humano e principalmente de fé e confiança em si mesmo.

Henri Charriere foi um dos poucos que conseguiu fugir da Ilha do Diabo, onde o sofrimento era intenso e constante e a vida escorria pelos dedos como areia, degradando-se a cada segundo que passava. Com isso escreveu Papillon, que nada mais é do que sua própria autobiografia.

Toda a trama, todos os personagens, é descrito de uma maneira verídica. Seu sofrimento, a vida, as intempéries, enfim; tudo que que ele sofreu é comovente. Com esta autobiografia, pude perceber que pela nossa vida, nossa liberdade e pela nossa felicidade, somos capazes de fazer tudo, vamos até as últimas consequências, somos capatazes de doar até mesmo nossa última gota de sangue, nosso último suspiro, nosso último folego de vida!

Uma das maiores lições que tirei dessa autobiografia é que mesmo seu corpo estando preso, no caso dele no presídio, sua alma estava livre para voar para onde quisesse. Henri ficou preso durante dois anos na solitária sem comunicação com ninguém, além do médico que ia ver periodicamente se os prisioneiros já haviam morrido. A solidão quase enlouqueceu-o, mas sua alma estava livre para vagar pelas memórias e lembranças que possuía. Infelizmente, ele ficou cerca de 15 anos preso até conseguir através de uma fuga mirabolante se livrar da Guiana.

Publicado anteriormente pela Bertrand na década de 70, esta obra autobiográfica de Henri Charriere, que na sua edição original vendeu milhões de exemplares por todo o mundo, revolucionou o género literário autobiográfico, transformando Papillon num marco histórico da literatura universal. Henri Charriere acabaria por falecer em 1973, sem saber que a sua obra única se transformaria num dos maiores clássicos do século XX.

Papillon ocupa com certeza a posição de um dos melhores livros que já li. Ele continua sua história no livro “Banco”, onde Henri conta como era sua vida antes da prisão na Guiana e depois de finalmente ter conseguido se libertar dela. É uma história fantástica onde há momentos que você não acredita como ele sobreviveu. Devorei este livro. É bom demais!

Surpreendente! Fantástico!

Altamente recomendável!

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