A Rosa do Povo, de Carlos Drummond de Andrade

Olá, literários!

O livro A Rosa do Povo foi publicado em 1945 e é aclamado em inúmeros setores da crítica literária como a melhor obra de Drummond, ele é o maior poeta da Literatura Brasileira e considerado um dos três mais importantes da língua portuguesa. Antes de falar sobre o livro é necessária uma recapitulação das principais características do estilo desse grande escritor mineiro.

Desde seu batismo em fogo em 1928, com a publicação do livro célebre “No Meio do Caminho”, em uma revista de antropofagia, Carlos Drummond ficou conhecido como, o poeta da pedra. Um apelido que era para ser pejorativo, mas que Drummond encarou com alegria, ele assume esse apelido, que se torna um dos símbolos de seu fazer literário.

A dureza e frieza da pedra marcam a poesia de Carlos Drummond Andrade, pois ela é dotada de uma afetividade contida e não de uma insensibilidade como alguns o viam na época.

Torna-se, portanto, um dos principais pilares da poesia moderna, afastando o melodrama e as emoções exacerbadas e exageradas do lugar nobre de nossa literatura, junto a Drummond no estilo da escrita estava João Cabral e Bandeira.

“A rosa do povo despetala-se,

ou ainda conserva o pudor da alva?

E um anúncio, um chamado, uma esperança embora frágil, pranto infantil no berço?

Talvez apenas um ai de seresta, quem sabe.

Mas há um ouvido mais fino que escuta, um peito de artista que incha,

e uma rosa se abre, um segredo comunica-se, o poeta anunciou,

o poeta, nas trevas, anunciou.”

Importância da obra

A Rosa do Povo

Dessa forma, sempre mostrando o eu lírico com discrição ao refletir acerca do seu mundo, sentindo todos os sentimentos provindos da sociedade, tecendo críticas a todos, até mesmo aos seus círculos sociais de convívio, através de versos irônicos ou até mesmo carregados com uma pitada de humor negro, Carlos uni um lirismo único junto a críticas sociais de uma forma como só ele sabe fazer.

As figuras de linguagens são muito comuns dentro da obra de Carlos Drummond de Andrade, por isso, A Rosa do Povo não fica atrás em trazer um eu-lírico poético sagaz em tecer versos e rimas de forma sublime, com figuras de linguagens e jogos de palavras excepcionais. Alguns dos seus poemas, deste livro, chegam a ser tão bonitos em relação a poesia e elementos poéticos utilizados em sua composição que, facilmente, esquece-se que eles possuem um cunho de crítica social.

Esse estilo de utilização de figuras de linguagem, dão outras interpretações e sentido aos seus poemas, sendo que alguns podem ser considerados duais, apresentando-se mais de uma temática ou então apresentando-se como poemas sem sentido. Mas não acredite nisso, é proposital, saiba que todos os poemas da obra carregam consigo uma mensagem, por mais escondida que ela possa estar.

Esse estilo estético bem trabalhado , mesmo quando não há preocupação com a forma ou a estética do poema, não está apenas na linguagem, nas rimas, nas métricas ou nas formas, pois, em muitas vezes, tais parâmetros não existem, porque elementos considerados óbvios para a poesia nem sempre são utilizados pelos poetas. Isso porque a forma como Drummond escreve está ligada diretamente com os acontecimentos do mundo naquela época, fazendo com que o próprio autor possa ser identificado na forma do poema, mostrando-se ele como um deslocado e a sua relação com o mundo, assim, ele também coloca seus poemas de uma forma deslocada com o mundo.

Esse sentimento de não-pertencimento ao mundo em que vivia, para ser mais específico, na cidade grande, pode ser simplesmente explicado pela origem desse poeta: um homem de origem rural, um filho de fazendeiros, que se encontra de repente no meio urbano, o que faz com que ele passe por uma mudança de plano e afete significativamente sua produção poética.

ONTEM

“Até hoje perplexo

ante o que murchou

e não eram pétalas.

De como este banco

não reteve forma,

cor ou lembrança.

Nem esta árvore

balança o galho

que balançava

Tudo foi breve

e definitivo.

Eis está gravado

não no ar, em mim,

que por minha vez

escrevo, dissipo.”

Compreendendo a obra

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Para compreender melhor essa obra é importante lembrar a data de sua publicação, 1945. Essa foi uma época marcada por muitas crises fenomenais, como por exemplo, a Segunda Guerra Mundial e aqui no Brasil mais especificamente, a Ditadura Vargas. Drummond mostra ser uma antena poderosa que capta os sentimentos, a agonia e as dores de sua época. Basta ler “A Flor e a Náusea”, uma preciosidade presente na obra.

Carlos Drummond de Andrade nasceu em Itabira (MG), estudou no colégio interno em Belo Horizonte, até voltar a Itabira por motivos de doença. Ele acabou voltando ao internato, mas no Rio de Janeiro, ele acabou sendo expulso anos mais tarde. Conseguiu sua formação em São Paulo no curso de farmácia, profissão que ele nunca exerceu. Foi como redator do “O Diário de Minas” que entrou em contato com os modernistas paulistas. No ano de 1934 Drummond entra para o funcionamento público e volta ao Rio de Janeiro, até que em agosto de 1987, ele faleceu, apenas doze dias após o falecimento de sua filha.

Seria impossível analisar suas características partindo de um único estilo, devido ao grande número de composições. De acontecimentos banais, paisagens, gestos simples e corriqueiros Drummond conseguem extrair  poesia.

Grande parte dos poemas de Carlos Drummond Andrade funcionou como denúncia de opressão (Ditadura) e pela violência que marcou a Segunda Guerra Mundial surge uma literatura com forte engajamento social. Estando consciente de estar vivendo um grande marco histórico produz uma indignação e indagação filosófica sobre o real sentido da vida, o existencialismo.

Suas obras eram muito saudosistas de sua terra natal e infância, após sua analise sobre sua experiência individual, da convivência com os demais, ele passa a refletir sobre a existência humana e sobre Deus. Drummond deixou uma vasta produção com mais de trinta publicações reunindo crônicas, contas e poesias, dentre elas deve se destacar, “ Algumas Poesias, A Rosa do Povo, contos de aprendizes e Amar de Aprende Amando.

FRAGILIDADE

“Este verso, apenas um arabesco

em torno do elemento essencial—inatingível.

Fogem nuvens de verão, passam aves, navios, ondas,

e teu rosto é quase um espelho onde brinca o incerto movimento,

ai!já brincou, e tudo se fez imóvel, quantidades e quantidades

de sono se depositam sobre a terra esfacelada.

Não mais o desejo de explicar, e múltiplas palavras em feixe

subindo, e o espírito que escolhe, o olho que visita, a música

feita de depurações e depurações, a delicada modelagem

de um cristal de mil suspiros límpidos e frigidos: não mais

que um arabesco, apenas um arabesco

abraça as coisas, sem reduzi-las.”

A Rosa do Povo e seu contexto histórico

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O contexto histórico para a produção do livro A Rosa do Povo: os poemas deste livro foram escritos entre 1943 e 1945, período correspondente aos horrores da guerra, tudo por conta das ditaduras de Hitler (NAZISMO) e Mussolini (FASCISMO) e do retalhamento dos países aliados.  Durante esse período, a União Soviética apertava o cerco contras a tropas do Nazismo e a grande maioria das tropas alemãs já havia sido desbaratada no leste europeu. Por conta disso, o mundo ficava comovido com a ação heróica dos comunistas russos, e o confronto político entre o “Comunismo e o Capitalismo” que já se forma desde 1917, então, parte dos intelectuais ocidentais tiveram uma visão com relação ao povo russo e também ao povo comunista.

No Brasil, no período entre 1937 e 1945, o país assistiu ao “Estado Livre” que nada mais foi do que a Ditadura de Getúlio Vargas que já havia sido um governo provisório entre 1930 e 1934, nesse período foi criada a terceira Constituição do Brasil, que apresentava propostas como a jornada de oito horas trabalhadas diariamente, salário mínimo, voto feminino, voto secreto e etc.

Entre 1934 e 1937, Getúlio Vargas governa o país em uma fase Constitucional. Nesse mesmo período surge o Nazismo e o Fascismo e em 1937 com a consciência de que não venceria as eleições, Vargas decreta o “Plano Cohen”, que implantou a ditadura como proteção contra regimes supracitados.  No ano de 1939, começa a Segunda Guerra Mundial, nesse período o Brasil é pressionado pelos EUA a entrar na guerra apoiando os “Países Aliados”, sofreria sanções econômicas, caso não participasse, por contas dessas ações contraditórias, Vargas perde o apoio dos intelectuais, que dele havia recebido altos cargos públicos em troca de apoio.

NOVA CANÇÃO DO EXÍLIO

“Um sabiá

na palmeira, longe.

Estas aves cantam

um outro canto.

O céu cintila

sobre flores úmidas.

Vozes na mata,

e o maior amor.

Só, na noite,

seria feliz:

um sabiá,

na palmeira, longe.

Onde é tudo belo

e fantástico,

só, na noite,

seria feliz.

(Um sabiá,

na palmeira, longe.)

Ainda um grito de vida e

voltar

para onde é tudo belo

e fantástico:

a palmeira, o sabiá,

o longe.”

Análise da obra

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A Rosa do Povo, é uma das principais obra do escritor Carlos Drummond de Andrade, sendo considerada um dos melhores livros dentro da produção poética desse autor devido toda a maturidade literária que a obra reflete, mostrando também o caminho de maturação poética do próprio autor ao decorrer dos seus anos de poesia.

Nessa obra, é impressionante o crescente avanço e maturidade artística do autor em suas técnicas formais de construção poética, sendo ele responsável por difundir duas grandes conquistas literárias na escolas artísticas brasileiras nesse período, ambas técnicas presentes nesta obra, então, pode-se dizer que com esse livro ele inaugura esses dois quesitos, que são: a poesia metapoética, que se refere a uma reflexão introspectiva do eu-lírico poético, englobando todo o sentido da escrita, falando sobre metalinguagem e a própria função da arte no mundo; e o realismo social, que se refere a temática engajada nos conflitos sociais da época utilizando-se do lirismo para tecer críticas, levar a reflexão ou apenas observar e retratar situações da sociedade da época em que a obra fora escrita.

Esse é o livro mais variado e extenso do poeta Carlos Drummond de Andrade, com 55 poemas, sendo alguns bem longos. É possível identificar e apontar um tem acentral para essa obra, pois, neste livro, existem vários temas, sendo mais fácil identificar a composição da forma literária como ele escreve, pois a obra apresenta-se cheia de versos livres e e irregulares, com estrofes despreocupados com a métrica tradicional da poesia parnasiana, contudo, também existe versos ritmados, metrificados e com ótimas rimas, enfim, uma mistura que reflete a pluralidade poética desse autor.

O seu estilo poética nesta obra é considerado ora “mesclado”, pois mistura um lirismo elevado, mesmo apresentando-se com certa vulgaridade em alguns momentos, passando por sentimentos grosseiros e sérios, e considerada ora pura e de um eu-lírico extremamente poético, com figuras de linguagens e passagens poéticas carregadas da mais bela poesia. É considerado um livro difícil, porém, muito elogiado e apreciado, chegando até mesmo a ser considerado um dos mais estudados e discutidos livros de poemas brasileiros, sendo considerado também, uma obra de linguagem poética, porém, com participação social e críticas a sociedade da época.

Os poemas que compões o livro A Rosa do Povo foram todos escritos nos anos sombrios do período em que acontecia a Segunda Guerra Mundial, como também, do período da Ditadura Vargas no Brasil. Sem dúvidas, tas acontecimentos foram essenciais para a composição da obra, pois eles provocaram e inspiraram Carlos a refletir os tempos sombrios em sua poesia, através do grotesco e dos horrores da guerra, ao mesmo tempo em que se mistura com as ideologias revolucionárias anticapitalistas, somadas às ideias socialistas, fazendo assim que essa obra se torna-se uma obra única e singular, repleta de críticas com poemas de revolta e indignação através de um lirismo sublime.

Referente a temática, como dito acima, não existe uma central, por isso a obra aborda diversas questões, dentre elas, destacam-se: a indagação do eu-poética e sua finalidade de estar no mundo, os conceitos de família e sociedade, como também, fala muito sobre o amor, ora de forma linda ora de forma destruidora,  e fala sobre o tempo e a velhice, a vida e a morte e, por último, sobre a metapoesia e o sentido da arte, ou seja, a função da poesia no mundo. A Rosa do povo testemunha sua reação ante a dor coletiva e a miséria instalada pela guerra do mundo moderno, com seu mecanismo, sua falta de humanidade e seu materialismo.

Essa fase fortaleceu sua essencialidade lírica e emocional, o que se trona evidente ao analisarmos a sua obra, pois através dessas reflexões acerca do mundo, o poeta conseguiu atingir a sua plenitude lírica e, assim, alcançou a mais profunda consciência poética e artística, fazendo com que sua escrita trespasse toda essa sua humanização através de versos suaves e tenros. Nosso poeta de Itabuna, mineirinho cheio de lirismo e sensibilidade, busca em seus antepassados provincianos e a simplicidade da vida no campo e de uma sociedade antiga que aos poucos vai se perdendo, para assim comparar sociedade atual e a antepassada com a finalidade de compreender as mudanças do mundo, da sociedade e de si mesmo, com a intenção de entender como funciona “a máquina do mundo”, título de um dos mais sublimes poemas de língua portuguesa,  como também, comprar as angústias vividas pelas pessoas dos tempos antigos e dos tempos atuais em que a obra foi escrita, sem perder a graciosidade de uma melancolia saudosista repleta de fraternidade e sentimentalismo esplendoroso.

Sentimentos de dualidade

É predominante no conjunto de poemas uma dualidade, por um lado é possível perceber uma visão desencantada e triste da vida e por outro lado é necessária uma participação política na vida.

O uso constante da metalinguagem

A poesia sobre a própria poesia, isso chamamos de poesia metalinguística, aparece o tempo todo em A Rosa do Povo. Mas, o livro também remete em muitos momentos aos tempos passados de romantismo e melhor organização do mundo.

ANUNCIO DA ROSA

“Imenso trabalho nos custa a flor.

Por menos de oito contos vendê-la? Nunca.

Primavera não há mais doce, rosa tão meiga

onde abrirá? Não, cavalheiros, sede permeáveis

Uma só pétala resume auroras e pontilhismos,

sugere estâncias, diz que te amam, beijai a rosa,

ela é sete flores, qual mais fragrante, todas exóticas,

todas históricas, todas catárticas, todas patéticas.

Vede o caule,

traço indeciso.

Autor da rosa, não me revelo, sou eu, quem sou?

Deus me ajudara, mas ele é neutro, e mesmo duvido

que em outro mundo alguém se curve, filtre a paisagem,

pense uma rosa na pura ausência, no amplo vazio

Vinde, vinde,

olhai o cálice.

Por preço tão vil mas peça, como direi, aurilavrada,

não, é cruel existir em tempo assim filaucioso.

Injusto padecer exílio, pequenas eólicas cotidianas,

oferecer-vos alta mercancia estelar e sofrer vossa irrisão.

Rosa na roda,

rosa na máquina,

apenas rósea.

Selarei, venda murcha, meu comércio incompreendido,

Pois jamais virão pedir-me, eu sei, o que de melhor se compôs

[na noite,

e não há oito contos. Já não vejo amadores de rosa.

Ó fim do parnasiano, começo da era difícil, a burguesia apodrece.

Aproveitem. A última

rosa desfolha-se.”

Boa leitura!

Canal do EnsinoCaieiras – SP, Brasil

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Ócrun:

O bem e o mal se atraem

É a vida é mesmo maravilhosamente surpreendente! E porque eu digo isso? Simples. Quem me conhece sabe que eu amo livros, já perdi a conta de quantos livros já li ao longo dos anos e ao longo desses anos conheci pessoas (personagens) fascinantes, mas não conhecia nenhum autor, nem poeta e nem mesmo um simples resenhista como eu…

Fato é que essa aventura de resenhar começou a pouco mais de um ano, um ano de muitas alegrias, muito trabalho e o melhor neste ano conheci pessoas excelentíssimas, pessoas inteligentíssimas, com uma criatividade fora do comum…

E uma dessas pessoas que tive o prazer de conhecer mesmo que a distância foi a Cláudia, autora do livro Ócrun; o bem e o mal se atraem, e assim começo minha aventura na mais fascinante leitura fantástica; eu amei a história. Ela é bela, envolvente e emocionante. Fala de amor, preconceito, crenças, aventura e drama. Não chorei quando a li, mas confesso que fiquei a beira das lágrimas.

Gostei tanto que li em dois dias, eu acho, é que tinha outras leituras, então fui intercalando. Pra mim, o livro é fascinante! Eu a indico para quem gosta de fantasia, mas para quem não gosta também, pois a obra respinga em varias questões é uma obra para se divertir, sonhar, mas também para refletir. Tem um final emocionante, mas eu estava torcendo por outro, rs. Vale a pena ler este livro! 

Dito isso, vamos ao enredo. A história se passa no século XVII, em um vilarejo Frances de Laureville e narra o romance proibido entre um jovem supostamente bruxo e uma jovem destinada a um convento. Nesta cidade todos acreditam que existe um bruxo e este atormenta a todos com seus feitiços maléficos.

O que se sabe é que um jovem chamado Ócrun, nasceu numa sexta-feira treze do mês de agosto à meia-noite, havia lua cheia e ele era o sétimo filho de uma família já com seis filhas mulheres. Na época a crença era que se uma mulher tivesse seis filhas ou filhos do mesmo sexo, o sétimo seria um bruxo (a). Por incrível que parece hoje me pleno século XXI, já ouvi gente dizendo esta besteira.

Enfim, voltemos à história, assim, segundo o povoado, Ócrun quando  criança, já praticava bruxarias e tinha poderes mágicos, o que assustava muito toda a província. E por cauda dessas mágicas, ele foi acusado de matar um padre em uma missa ainda muito jovem, com apenas doze anos.

Desta feita, expulsaram-no do vilarejo, depois de inúmeras  tentativas de matá-lo, sem sucesso. Para piorar a situação de Ócrun, sete crianças haviam sido assassinadas com requintes de magia negra, e outras atividades supostamente paranormais haviam sido testemunhadas por moradores, resultando na fuga do suposto bruxo.

Mas como a vida é surpreendente até no meio da fantasia e do misticismo da época, o amor acontece entre Cristiane, a jovem que pretendia ser noviça de um convento e o jovem Ócrun acusado de ser o bruxo e ter cometido diversos crimes.

Após sofrer um acidente, Cristiane é socorrida e cuidada pelo jovem bruxo descobre que ele é um homem extremamente bondoso e com dons  sobrenaturais. Assim, a jovem testemunhando a bondade, a inocência do jovem procura a todo custo convencer a província do grande erro que todos estavam cometendo em acusá-lo.

Porém, ao invés de melhorar a situação do jovem bruxo, ela se complica ainda mais, pois agora o Vaticano ordena a “Santa Inquisição” para cuidar da questão.

Um livro pequeno no tamanho, mas grande no conteúdo, leitura altamente recomendável!

Boa leitura!

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Eu, Robô

Eu, Robô conta uma história fantástica, envolvente e emocionante se passa na cidade de Chicago, ano 2035, onde os robôs são uma parte integrante da vida humana. Assim, quando um cientista genial, que trabalha para a U.S. Robotic Corporation, é supostamente assassinado, o detetive Del Spooner de Chicago começa a investigação.

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Junto com a Dra. Susan Calvin, especialista de robôs, eles descobrem que um robô pode ser responsável pela morte do cientista. Quanto mais o detetive sabe, mais a sua vida se torna complicada. O tempo está a passar e a situação é cada vez mais perigosa. Mais perigosa para todo o mundo e para a humanidade.

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Em uma visão futurista o detetive Del Spooner de início percebe-se que algo o incomoda no meio em que vive: robôs e seres humanos se acotovelam nas ruas daquela cidade como se fora um fato comum. Os robôs se encarregam das chamadas tarefas mais pesadas do dia a dia. São lixeiros, entregadores, trabalhadores domésticos e tantos outros que para os humanos são de menor importância.

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Mas, Spooner é um policial que vive atormentado por um trauma recente e isso aumenta sua desconfiança em relação aos robôs. Ele sempre diz que não se pode confiar em robôs. As outras pessoas acham que ele tem uma tese paranoica, uma vez que todos os humanoides, robôs com forma similar à humana saem das linhas de produção da poderosa companhia U.S. Robôs programados com as três leis da robótica:

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Primeira Lei: Um robô não pode ferir um ser humano ou, por omissão, permitir que um ser humano seja ferido;

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Segunda Lei: Um robô deve obedecer às ordens dadas por seres humanos, exceto se tais ordens entrarem em conflito com a Primeira Lei;

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Terceira Lei: Um robô deve proteger sua própria existência, desde que tal proteção não entre em conflito com a Primeira e/ou a Segunda Lei.

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Este é o código criado pelo cientista Alfred Lanning que, segundo a garantia da U.S. Robôs e o pensamento geral da população, determina total proteção contra a famosa “síndrome de Frankenstein”, pela qual a criatura tende a voltar-se contra seu criador.

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Eu, Robô, é uma obra de contos do escritor russo-americano Isaac Asimov (1920-1992, criador original das chamadas leis da robótica). O livro explora as possibilidades de que um dia os robôs venham a se transformar em uma ameaça à humanidade.

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Eu, Robô trabalha seu enredo passando da discussão filosófica sobre a possibilidade de o ser humano criar uma máquina que possa desenvolver inteligência suficiente para tornar-se completamente autônoma para a ação policial.

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O livro também trás a humanidade em um dos robôs o que nos envolve e emociona, demonstrando que mesmo uma máquina não tão maquina assim, é claro que a obra cunha o robô mais romanceado, mas leve e com emoções, fazendo-nos desviar um pouco da temática do livro, que é a robótica. O livro é tipo o Titanic, coloca-se uma pitada de romance para amezinar a tragédia. É isso que eu vejo em ambos os episódios.

…Dito isso, a obra é excelente, vale a pena ler!

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Caieiras – SP, Brasil

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1822

Olá literários,

Eu de novo viajando pela história, só que desta vez, pela história do Brasil, aqui, um relato histórico que virou romance. É a saga da história brasileira, iniciando com 1808, já resenhado e postado no Memórias ao Vento. Em 1822, o autor “fala da independência do Brasil, mas de uma maneira bem diferente do que se “aprende” na escola ou nos filmes e documentários sobre nossa história.

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A obra começa com um esclarecimento histórico, este baseado em ampla pesquisa feita pelo autor na Biblioteca Nacional, historiadores e outros especialistas. Laurentino coloca a independência dentro do momento histórico, das influências da revolução francesa, revolução industrial, das ideias iluministas, da independência dos Estados Unidos e das artes em geral. No livro somos transportados no tempo, o que nós dá a ideia mais exata dos fatos e acontecimentos que influenciaram toda uma época.

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Assim, conhecemos a princesa Leopoldina que se destaca como estadista, embora desleixada, não dada aos cuidados da aparência física; aspecto muito importante na visão do imperador, do qual se sabe, foi um grande apreciador do sexo oposto. Há quem atribua a ele uma dúzia de filhos e há quem fale em dez vezes mais, isso é o diz a “boca pequena”, kkkk…

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Enfim, o livro também evidência a grande influência de José Bonifácio, o patriarca da independência junto a D. Pedro I e suas estratégias que culminaram com o grande final. Neste ponto se vê que é dado muito mais valor a atuação do “patriarca”, sendo este colocado como grande estadista, pouco valorizado pela nossa história e até mesmo pelo próprio D. Pedro I.

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A obra nos permite ainda, conhecer um pouco mais o imperador, que se mostrou um ser um estadista competente, embora dividido entre duas nações, Portugal e Brasil, como se empenhou para manter a unidade nacional, percorrendo a cavalo as cidades de São Paulo e Minas e como foi inicialmente adorado pelo povo.

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Ao contrário do que somos levados a crer, o processo de independência não foi tranquilo, mas tumultuado e com um grande número de perdas entre brasileiros e portugueses. A independência não foi simplesmente comprada, o que muitos dizem ser o início de nossa dívida externa, a dívida na verdade foi de empréstimos para a compra de armamentos, esvaziamento dos cofres e outros motivos, uns plausíveis e outros nem tanto. Como se observa, a corrupção começou lá trás e não em nosso tempo, como muitos acreditam.

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O autor nos apresenta com maestria como D. Pedro I abriu mão de seu ‘pro labore” para implementar medidas de austeridade, demonstrou maturidade a todos, deixando claro que mesmo um homem enérgico e cheio de personalidade tem que se curvar aos fatos, pesar consequências e saber como administrar suas derrotas.

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É um ótimo livro, de fácil leitura e muito bem escrito, começa como um relato histórico e se torna um romance, como mencionei, mas deixa evidente a necessidade de outras fontes para uma maior compreensão dos fatos relevantes da história do Brasil!

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1822 continua sua saga de recriar com toques de ficção a história da independência do Brasil. Neste livro conta-se a história da partida da corte portuguesa e a proclamação da independência em um thriller recheado de anedotas cômicas e perfis pseudo-piscológicos de Dom Pedro à Princesa Leopoldina.

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Mas é preciso dizer que seria interessante o leitor começar a saga com o livro 1808 e assim dar continuidade aos demais livros do autor, nestes livros, ele recobre o que seria a história do Brasil no período até 1835. Desta feita, o autor promete continuar seus Best-sellers ficcionais sobre a história do Brasil com um terceiro e último livro que fechará sua trilogia com 1889. Eu li os três e em outro momento escrevo a resenha do último livro, 1889, ok!

Nem preciso dizer que é altamente recomendável, né!

Boa leitura e boa viagem!Caieiras – SP, Brasil

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Dia do livro:

Dez deles para você “devorar”

Sabe aquela sensação gostosa que dá quando você fecha um livro pela última vez ao terminar a leitura e pensa: “e agora, qual o próximo?”. Às vezes são tantas opções que fica difícil de fazer uma escolha.

  Conheça os 10 melhores livros da literatura brasileira

Neste Dia Nacional do Livro, celebrado neste 29 de outubro, o Terra e a Nuvem de Livros pensaram nisso e prepararam uma lista com dez obras que são leitura “obrigatória” para um bom devorador de livros. Confira: 

1. Romeu e Julieta, de William Shakespeare (Editora Nemo)

A história do amor imortal de Romeu e Julieta ganha nova vida nas páginas desta adaptação em estilo mangá. Uma HQ com todo romantismo e emoção da maior história de amor de todos os tempos!

2. Viagem ao centro da terra, de Julio Verne (Editora Melhoramentos)


Mesclando ficção, informação científica e humor, Julio Verne oferece ao leitor um romance empolgante, em que os personagens são lançados em situações extremas, necessitando dar o melhor de si para superá-las.

3. O Pequeno Príncipe, de Antoine de Saint-Exupéry (Editora Agir)

“O Pequeno Príncipe” foi escrito e ilustrado por Antoine de Saint-Exupéry um ano antes de sua morte, em 1944. Piloto de avião durante a Segunda Grande Guerra, o autor se fez o narrador da história, que começa com uma aventura vivida no deserto depois de uma pane no meio do Saara. Certa manhã, é acordado pelo Pequeno Príncipe, que lhe pede: “desenha-me um carneiro”? É aí que começa o relato das fantasias de uma criança como as outras, que questiona as coisas mais simples da vida com pureza e ingenuidade.

A obra mostra como as “pessoas grandes” se preocupam com coisas inúteis e não dão valor ao que merece. É nesse livro em que surge a Raposa, terno personagem que ensina ao menino o segredo do amor. “Só se vê bem com o coração. O essencial é invisível aos olhos”.

4. Histórias extraordinárias, de Edgar Allan Poe (Editora Ediouro)

O homem sempre sentiu medo, sobretudo daquilo que não pode entender, do incerto e — por que não dizer? — do proibido. Talvez por isso o horror tenha algo que nos afaste, mas que também nos atraia e nos deixe fascinados. E foi desbravando essa estranha e ambígua sensação que o contista, crítico e poeta americano Edgar Allan Poe se consagrou como um dos mestres do gênero do terror e o pai da literatura policial.

5. Um rio chamado Atlântico, de Alberto da Costa e Silva (Editora Nova Fronteira)

A obra reúne 16 textos sobre as relações históricas entre o Brasil e a África, sobre a África que moldou o Brasil e o Brasil que ficou na África, publicados desde 1961 em jornais e revistas ou lidos em seminários sobre a história do continente africano. Os autores procuraram não se desatar do poeta Costa e Silva. Se é o poeta quem anda pelas ruas dos bairros brasileiros de Lagos e Ajuda, quem desenha as fachadas das casas térreas e dos sobrados neles construídos pelos ex-escravos retornados do Brasil e quem traz das páginas dos documentos e dos livros as personagens com que se povoam estes ensaios, é o historiador quem lhe guia cuidadosamente os passos.

6. O tigre em casa e a caça do tigre, de Eduardo Lizalde (Editora Alameda)

É impossível não sentir a grandeza da descrição do tigre, animal plástico que representa o ser humano em suas várias facetas e relações. É impossível não reconhecer o impacto de seus poemas sobre o ódio, ódio que constitui a única prova da existência de alguma coisa. É impossível permanecer impassível diante da mordacidade da série de poemas “Lamentação por uma cadela”. Eduardo Lizalde, nascido em 1929, é um dos grandes poetas mexicanos do século 20.

7. Há prendisajens com o xão, de Ondjaki (Editora Pallas)

Do chão promovido a almofada, do nosso limite a ele, do nosso encontro sob ele em algum tempo desconhecido, Ondjaki nos transporta para um diálogo com o tempo, com a palavra, com a liberdade da escrita, com a imaginação de seres misteriosos. Descrições de uma natureza em brisa de jangada e zunzum de abelha. E há também o encontro do sentimento com os seres que somos. Mais conhecido como prosador no Brasil, o autor nos oferece sua escrita em poesia construindo (ou desconstruindo) com muita intimidade cada palavra, cada verso, à sombra das árvores, pela alma das gaivotas, perto de um cardume de tardes. Ou do chão.

8. Relembramentos, de Vilma Guimarães Rosa (Editora Nova Fronteira)

Vilma Guimarães Rosa viaja por memórias para tecer um retrato comovente de seu pai, Guimarães Rosa, considerado por muitos o maior escritor da nossa literatura. Por meio de fotos, cartas, lembranças de um passado rico e cheio de histórias, o pai, sempre rememorado com carinho pela filha, é revelado como um homem singular, amoroso, profundamente religioso e com um senso de humor surpreendente. Relembramentos é uma ode a um gênio feita com a delicadeza de uma escritora inspirada e o amor de uma filha saudosa.

9. Laranja Mecânica, de Anthony Burgerss (Editora Aleph)

Publicado pela primeira vez em 1962, e imortalizado nove anos depois pelo filme de Stanley Kubrick, “Laranja Mecânica” não só está entre os clássicos eternos da ficção como representa um marco na cultura pop do século 20. Meio século depois, a perturbadora história de Alex – membro de uma gangue de adolescentes que é capturado pelo Estado e submetido a uma terapia de condicionamento social – continua fascinando, e desconcertando, leitores mundo afora.

10. Angu de sangue, de Marcelino Freire (Livro Falante)

Neste audiolivro, Marcelino Freire lê os 17 contos que compõem a obra homônima impressa, incluindo Muribeca, Belinha, Moça de Família, Volte Outro Dia, Socorrinho, Filho do Puto, Troca de Alianças, Angu de Sangue, A Senhora que Era Nossa, Os casais, O Caso da Menina, Sentimentos, Faz de Conta que Não Foi. Nada, A Cidade Ácida, The End, J.C.J. e Mataram o Salva-vidas. Ninguém melhor do que o próprio autor, nesse caso, para reafirmar a vida das suas palavras, que cortam, rasgam, furam, rebolam, vão se embrenhando na gente.Fonte: Nuvem de Livros .

O poder da mulher que ora

O Poder da Mulher que Ora é um livro leve, harmonizo como deve ser. Nele a  consagrada autora Stormie Omartian revela como Deus pode trazer respostas para as nossas perguntas mais angustiantes. Isso para quem crer, é claro!

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Com suas orações, podemos descobrir como Deus pode aplainar nosso caminho, acalmar as tempestades e simplificar as coisas que parece demais para nós resolvermos.

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Fazendo sua leitura e orando ao mesmo tempo, percebi que devemos pedir perdão pelas vezes em que fracassamos e que o culpamos por coisas que aconteceu em nossas vidas, coisa que escolhemos e depois ficamos querendo que Deus e o mundo paguem por nossas escolhas insensatas.

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Devemos pedir para que ele nos capacite para a amar nossos inimigos, conforme ele ordenou em sua palavra e ensinamos a abençoar os que nos amaldiçoam e nos perseguem. Eu particularmente acho muito difícil essa parte.

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Segundo as belíssimas orações, devemos lembrar-nos de orar por aqueles nos magoaram e nos ofenderam a fim de ter um coração terno para com eles. não devemos nós tornar pessoas duras e amargas pelo rancor , fazendo nos  pessoas que não tarda em perdoar, nos capacitando a viver de acordo e obediência  a tua palavra,para que não tropeçamos e venha a cair.  Assim, tudo que desejamos em nossas vidas pode ser encontrado em Deus.

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Desta feita, devemos reservar um tempo para Deus a cada dia para estamos com ele a sós, pois só e é nosso refugio. fortaleza.auxílio,consolo,advogado,amigo e salvação.

Amei ler e orar as orações deste livrinho.

Recomendável para quem crer, para quem é curioso ou estudioso da fé…

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A civilização Inca

Mas um retorno às aulas de História das civilizações, desta vez Os Incas, estes  foram um dos povos mais civilizados da América. Compunham principalmente as tribos Quéchuas, Aymará, Yunka, etc., que formavam, segundo os espanhóis o Império dos Incas, denominação derivada dafamília reinante pertencente à tribo dos Quéchuas, a principal do império.

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Os Incas habitavam aregião hoje ocupada pelo Equador, Peru, norte do Chile, Oeste da Bolívia e noroeste da Argentina. Mais de dez milhões de cidadãos haviam se fundido nesta unidade política e cultural que era de elevado nível. Fisicamente os Incas eram de pequena estatura, pele morena, variando do moreno claro ao escuro, cabelos pretos e lisos quase imberbes.

…Os Incas lembravam os índios.

Organização social e política

Quanto a sua organização social e política segundo o testemunho espanhol, eles eram perfeitos, possuidores de espírito comunitários. Adoravam o Sol reencarnado em cada Inca ou imperador, que era filho do Grande Sol, deste modo o Imperador era considerado deus dentre o povo. Os mortos eram sepultados não somente em templos, mas também em torres túmulos e covos (denominados Chullpas).

Os templos dos Incas não eram mais do que habitações de maiores dimensões e eram construídas as superfícies da terra. Um dos aspectos que mais chamam atenção na cultura incaica é a solução que deram para o problema das comunicações, que apresentavam sérias dificuldades na região dos Andes.

A tecnologia Inca

Eles estabeleceram uma complexa rede de caminhos e um corpo permanente de mensageiros (Tiasques) encarregados de transmitirem as noticias. Praticamente a agricultura que havia atingido entre eles, notável desenvolvimento, demonstrado pelas obras de irrigação.


Sistema tributário

O Estado mantinha um sistema tributário que cobrava tributos para manter os velhos e os doentes, e para fornecer alimentos nas épocas de má colheita, com um soberano, que a ideologia inca dizia ser o filho do sol (o sol lhe outorgava proteção divina e ordem social). Era um tipo de previdência social, acredito que a nossa previdência tenha alguma semente neste sistema de proteção ao povo menos favorecido.

Esta civilização também empregavam fartamente os metais, cobre bronze, ouro,prata, o que despertou a cobiça dos conquistadores e consequentemente suaexploração e sua extinção. Em 1553, o país foi conquistado por Pizarro esubmetido à coroa espanhola. A cultura Inca foi totalmente destruída e, naatualidade restam apenas ruínas de seus grandiosos monumentos templos epalácios.

MEMÓRIAS AO VENTO, 2018

Durante muito tempo a historiografia abordou o Estado Inca como um “paraíso perdido”, no qual inexistia a fome, a exploração e a violência. Estes fatos incentivaram a imaginação dos novelistas, estudiosos e pesquisadores, que procuraram descobrir influências de extraterrestres ou a construção do primeiro Estado comunista em terras americanas.

Realmente é extraordinário que uma civilização tenha se estendido por 4000 quilômetros ao longo da Cordilheira dos Andes sem dispor da roda nem duma boa malha hidroviária para transportar os excedentes agrícolas, que foi o que causou o aparecimento das civilizações em outras partes, pois os Incas com suas técnicas de engenharia fizeram obras que seriam uma árdua tarefa mesmo para a engenharia moderna.

Os incas eram construtores exímios. Sem o auxílio da argamassa, edificaram paredes tão perfeitamente ajustadas que era impossível introduzir a lâmina de uma faca entre as pedras. Milhares quilômetros de estradas ligavam as quatro províncias ou confins como as chamavam à Cuzco a capital, era superior a tudo o que existia à data na Europa.

Uma sociedade que tributava as pessoas e não a produção devia possuir um sofisticado esquema de controle. O Estado Inca conhecia a quantidade de homens, mulheres e crianças de cada ayllu, conhecia o número de indivíduos com que podia contar para montar um exército sem afetar a produção, sabia quanta mão de obra era necessária para construir uma ponte e onde requisitá-la. Sabia das necessidades de alimento, roupas e armas para sustentar os militares. Enfim, eles tinham um notável censo demográfico de sua época. É provável que tenhamos copiado deles.

A contabilidade dos Incas

E pasmem. O segredo dessa contabilidade sem computadores são os quipos, logos cordões aos quais era amarrados uma multiplicidade de cordõezinhos, onde se fazia diferentes tipos de nós, como sinais. Os quipucamayucs eram responsáveis por essa contabilidade e caso cometessem qualquer erro ou na confecção ou na leitura, pagavam com a morte, aff…imagina se isso tivesse continuado…

Ótima leitura!

INCAS


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A dança da morte

Pronto, terminei de ler um calhamaço do sensacional Stephen King! Fazia tempo que eu não li estes grandões, principalmente porque são muito pesados e dificulta o transporte, mas como sou fã desse autor magnífico, resolvi enfrentar, além disso, comenta-se a boca pequena que esse é o melhor livro dele. Sem mais delongas, vamos à narrativa.

O livro é dividido em três momentos. No primeiro momento, acontece a transmissão do vírus da supergripe por todos os Estados Unidos logo após uma falha de segurança no Departamento de Defesa, causando a morte de 99% da população. No segundo momento, os sobreviventes partem em busca de sobreviventes; aqui percebemos a separação do  bem e  do mal.

….E por fim, o desfecho do conflito entre os dois lados.A história se passa depois de um erro de computador no Departamento de Defesa, onde um milhão de contatos formam uma rede de morte: é assim que o mundo é extinto. Em seu lugar surge é um mundo árido, sem suas instituições e sem sua população, apenas com algumas pessoas. Um lugar onde sobreviventes apavorados escolhem seus lados ou são escolhidos por eles. Os bons se unem a uma boa velhinha chamada Mãe Abigail, e os o mal estão encarnados em Randall Flagg, o homem que se transforma em corvo.

Uma história épica

Com um imaginário brilhando comum nesse autor, ele criou uma história épica sobre o fim da humanidade e a eterna batalha entre o bem e o mal. Moralmente complexo, um ritmo eletrizante e com incríveis variedades de personagens, A obra merece estar entre os clássicos da literatura popular contemporânea.

O livro é bárbaro, minha crítica é em relação aos personagens femininos. Tirando Mãe Abigail, as mulheres dessa obra são choronas, fracas e muito dependentes dos homens. Infelizmente, as aventuras mais impactantes acontecem com os personagens masculinos, penso que o autor poderia ter feito algo melhor.

Encontro entre o bem e o mal

Já à narrativa, achei a trama lenta, com bastante enrolação, principalmente no primeiro momento, quase desisti da leitura, o que me prendeu foi à curiosidade para ver o “encontro” entre o bem e o mal e claro, seu desfecho. Sinceramente, excluindo a questão das personagens femininas chatas, eu não mudaria nada nesse livro. A evolução do vírus foi muito interessante, como cada contato breve e casual era capaz de transmitir a doença para cada vez mais pessoas e como isso matou 99% da população tão rápida. Foi notável como cada ponto levantado no livro, mesmo o mais simples, foi muito bem amarrado no final da trama. E o melhor de tudo foi perceber como todas as nossas decisões, aparentemente insignificante, afeta diretamente outro e muitas vezes de forma drástica.


Altamente recomendável sua leitura, mesmo que seja um calhamaço e dê trabalho levá-lo de um lado para outro, vale cada página!

https://www.youtube.com/watch?v=qsMp2pZK-CwO filme também é muito bom.


Stephen King, sensacional como sempre!Caieiras – SP, Brasil

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A civilização Asteca

Há muitos anos quando estudei esta civilização na escola, em minhas aulas de História não dava muita importância, hoje olhando para trás e lendo este magnífico livro, me vem à memória meu paciente professor elogiando alguns trabalhos e dizendo para a classe como era ser uma aluna dedicada, mas eu não era tão dedicada como ele imaginava, só curiosa e fascinada com a História.

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Falando do livro, estamos diante de uma civilização que incorporou a arquitetura, o cálculo, a escrita, e a religião ao seu dia-a-dia. A confederação Asteca, em termos culturais, era uma degeneração de civilizações preexistentes, eles absorveram aspectos dessa cultura incorporando à sua.

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Os Astecas foram um dos povos mais civilizados e poderosos da América pré-colombiana. Ocuparam como se autodenominaram os habitantes do Vale do México, (em uma ilha do Lago Texcoco), vieram para essa região, depois de uma longa e lenta migração. Chegaram de um lugar chamado Aztlán, situado no sudoeste do atual Estados unidos, onde viviam como tribos guerreiras nômades. Desde a Era Cristã, existiam civilizações urbanas, sedentárias e agrícolas na região a exemplo dos toltecas.

A chegada

Os últimos a chegar ao refinado mundo do planalto mexicano foram os astecas sedentarizaram-se e mesclaram-se com os toltecas e a partir da aliança feita entre as cidades de Texcoco e Tlacopan, surgiu o “Império Asteca”, tendo como centro a cidade asteca de Tenochtitlán. Cada uma das cidades-estados possuía o seu próprio rei, mas os astecas tinham o comando militar na época em que ocorreu a ocupação espanhola, o imenso império só reconhecia um chefe: Montezuma, o imperador asteca.

A metrópole

A partir de sua capital, Tenochtitlán (hoje a cidade do México, tinha uma população de 400.000 habitantes, na época, maior que qualquer cidade Européia, era uma vasta metrópole cercada de água, como em Veneza, com um labirinto de canais que atravessava em todas as direções), os Astecas controlavam um grande império que incluía quase todo o centro e sul do México. Foram guerreiros famosos, com uma organização militar muito desenvolvida.

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Eles eram fortes, de pele escura, cabelos curtos e grossos, e rostos redondos. Assemelhavam-se a alguns grupos de indígenas que hoje vivem em pequenas aldeias perto da Cidade do México. Curiosamente quase todos falavam a língua Náuatle, que em determinadas palavras assemelha-se ao português, por exemplo; tomate e chocolate, que em Náuatle é tomatl, chocolete.

A crença

Os Astecas acreditavam que viria um grande Deus pelo mar. Quando os espanhóis então chegaram com suas caravelas, eles achavam que eles eram Deuses. Assim, a princípio, Montezuma, o imperador asteca, ofereceu vários presentes a Hernán Cortés. Depois, os astecas perceberam o real interesse dos espanhóis e então, juraram a seus deuses não deixar os invasores saírem com vida. Ocorreu então uma longa batalha durante dias e noites que foi responsável pela morte de várias pessoas.

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Era comum na civilização asteca sacrificar humanos para celebrar os seus deuses, assim vários foram sacrificados, e apesar de parecer hoje bárbara essa atitude, na época era comum, e as pessoas iam felizes para seus sacrifícios.  

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Os astecas, de acordo com sua própria história lendária, surgiram de sete cavernas a noroeste da Cidade do México. Na verdade, esta lenda diz respeito apenas aos tenochca, um dos grupos astecas. Esta tribo dominou o Vale do México e fundou Tenochtitlán, que se tornaria a capital do império asteca, por volta do ano 1325 d.C. Conta além da que o deus Huitzilopochtli conduziu o povo a uma ilha no Lago Texcoco. Ali viram uma águia, empoleirada num cacto, comendo uma serpente.

Segundo uma profecia, este seria o sinal divino para o local da construção de sua cidade. Os tenochca começaram com um pequeno templo e logo se tornaram os líderes da grande nação asteca.  

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A primeira parte da história asteca é lendária. Mas o resultado das escavações arqueológicas e os livros astecas servem de base para um relato histórico verídico. A história possui um registro bastante autêntico da linhagem dos reis astecas, desde Acamapichtli, em 1375, a Montezuma II, que era o imperador quando Hernán Cortés entrou na capital asteca em 1519. O livro é um viagem ao mundo antigo. Leitura altamente recomendável! Boa leitura!https://www.youtube.com/watch?v=NoPayJbJAnUSão Paulo, SP, Brasil

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A civilização hebreia

Quem me conhece sabe que já li a Bíblia várias vezes, o que eles não sabem é que só me interessei pela história do povo hebreu depois de assistir a novela Os dez mandamentos da TV Record.

Dito isso, os Hebreus também são chamados de Judeus ou de Israelitas, tão óbvio, mas eu nem fazia ideia. Sua característica marcante é a prática do monoteísmo. Enquanto outros povos da Antiguidade eram politeístas os hebreus acreditavam em um único Deus.

…ou seja, para eles só existe um Deus.

De acordo com os hebreu, os ensinamentos de Deus foram postos no livro Sagrado dos judeus que é a primeira parte da Bíblia, o Antigo Testamento, especialmente a Torá, que os cristãos também chamam de Pentateuco, outra coisa óbvia, mas que também fugiu da minha atenção.

Heróis bíblicos

E têm mais, os heróis bíblicos como Abraão, Moisés, Judite, Davi, Sansão, Noé e outros, eram todos os judeus. Assim, segundo a bíblia, os judeus dependem do patriarca Abraão, que recebeu a orientação de Deus para levar os judeus para a terra prometida, Canaã, onde hoje está Israel e Jacó, neto de Abraão, teria levado os hebreus para o Egito. Alguns hebreus tiveram cargos importantes no Estado egípcio, como José, que foi governador, reportando-se apenas ao Faraó.

Por volta de 1580 a.C. os egípcios resolveram aumentar o Estado e passaram a exigir dos hebreus impostos pesados, corveias e ainda havia a escravidão. O Egito havia se transformado em um cativeiro e de depois de três séculos de opressão os hebreus fugiram para o deserto. A fuga, êxodo; foi liderada por Moisés.

Tábuas da lei

No Monte Sinai Deus entregou a Moisés as Tábuas da Lei, onde estavam escritos os Dez Mandamentos. De acordo com a Bíblia, os hebreus retornaram à Cananéia e tiveram de enfrentar os povos que viviam lá, como os canários e os filisteus.


Os Hebreus, ou judeus finalmente chegaram à terra prometida, mas sua terra vive em conflito devido às muitas guerras pelo poder  religioso.

MEMÓRIAS AO VENTO, 2018

Bíblia Sagrada ou Torá, excelente livro, vale apena ler, independente da credulidade de cada leitor. Boa leitura!

Que a sabedoria seja a sua riqueza!


Caieiras – SP, Brasil

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