Ócrun: o bem e o mal se atraem por por Claudia Elisabeth Ramos

É a vida é mesmo maravilhosamente surpreendente! E porque eu digo isso? Simples. Quem me conhece sabe que eu amo livros, já perdi a conta de quantos livros já li ao longo dos anos e ao longo desses anos conheci pessoas (personagens) fascinantes, mas não conhecia nenhum autor, nem poeta e nem mesmo um simples resenhista como eu…

Fato é que essa aventura de resenhar começou a pouco mais de um ano, um ano de muitas alegrias, muito trabalho e o melhor neste ano conheci pessoas excelentíssimas, pessoas inteligentíssimas, com uma criatividade fora do comum…

E uma dessas pessoas que tive o prazer de conhecer mesmo que a distância foi a Cláudia, autora do livro Ócrun; o bem e o mal se atraem, e assim começo minha aventura na mais fascinante leitura fantástica; eu amei a história. Ela é bela, envolvente e emocionante. Fala de amor, preconceito, crenças, aventura e drama. Não chorei quando a li, mas confesso que fiquei a beira das lágrimas.

Gostei tanto que li em dois dias, eu acho, é que tinha outras leituras, então fui intercalando. Pra mim, o livro é fascinante! Eu a indico para quem gosta de fantasia, mas para quem não gosta também, pois a obra respinga em varias questões é uma obra para se divertir, sonhar, mas também para refletir. Tem um final emocionante, mas eu estava torcendo por outro, rs. Vale a pena ler este livro! 

Dito isso, vamos ao enredo. A história se passa no século XVII, em um vilarejo Frances de Laureville e narra o romance proibido entre um jovem supostamente bruxo e uma jovem destinada a um convento. Nesta cidade todos acreditam que existe um bruxo e este atormenta a todos com seus feitiços maléficos.

O que se sabe é que um jovem chamado Ócrun, nasceu numa sexta-feira treze do mês de agosto à meia-noite, havia lua cheia e ele era o sétimo filho de uma família já com seis filhas mulheres. Na época a crença era que se uma mulher tivesse seis filhas ou filhos do mesmo sexo, o sétimo seria um bruxo (a). Por incrível que parece hoje me pleno século XXI, já ouvi gente dizendo esta besteira.

Enfim, voltemos à história, assim, segundo o povoado, Ócrun quando criança, já praticava bruxarias e tinha poderes mágicos, o que assustava muito toda a província. E por cauda dessas mágicas, ele foi acusado de matar um padre em uma missa ainda muito jovem, com apenas doze anos.

Desta feita, expulsaram-no do vilarejo, depois de inúmeras  tentativas de matá-lo, sem sucesso. Para piorar a situação de Ócrun, sete crianças haviam sido assassinadas com requintes de magia negra, e outras atividades supostamente paranormais haviam sido testemunhadas por moradores, resultando na fuga do suposto bruxo.

Mas como a vida é surpreendente até no meio da fantasia e do misticismo da época, o amor acontece entre Cristiane, a jovem que pretendia ser noviça de um convento e o jovem Ócrun acusado de ser o bruxo e ter cometido diversos crimes.

Após sofrer um acidente, Cristiane é socorrida e cuidada pelo jovem bruxo descobre que ele é um homem extremamente bondoso e com dons  sobrenaturais. Assim, a jovem testemunhando a bondade, a inocência do jovem procura a todo custo convencer a província do grande erro que todos estavam cometendo em acusá-lo.

Porém, ao invés de melhorar a situação do jovem bruxo, ela se complica ainda mais, pois agora o Vaticano ordena a “Santa Inquisição” para cuidar da questão.

Boa leitura!

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