O Grande Gatsby por F. Scott Fitzgerald

Para eu ler um clássico é sempre um grande desafio. Tenho uma relação de amor e ódio com estas obras. Amor e ódio, porque sinto-me como estivesse vivendo a história e sempre “saio” do livro tipo GHOST, aff, isso foi bizarro…. enfim, O Grande Gatsby me fez me sentir saltando de paraquedas (quem me conhece sabe do que estou falando).

Entenda, não falei por mal. A obra possui um certo fascínio da época que retrata e da vida como ela é, mas as barreiras estavam em mim e o não entendimento do início do livro; me deu nos nervos. Logo no começo, tive que ler duas vezes, achei uma chatice, fiquei puta da vida, o autor contando a história através de um terceiro que também faz parte do enredo, isso me atrapalhou a leitura.

Entretanto, vi a obra como uma crítica a superficialidade da vida da classe média alta e rica. Não sei se vocês ao lerem este livro terão a mesma visão que eu, mas penso Fitzgerald tinha o hábito de usar suas obras para fazer críticas a sociedade da época. Isso é percebível em outro livro do autor, O Curioso caso de Benjamin Button (resenha futura) por exemplo, este era uma crítica a busca pela juventude eterna.

Na obra O grande Gatsby, Fitzgerald retrata a sociedade da década de 20 e Nick Carraway é o tal terceiro que mencionei, ele é um recém-chegado, é espectador da extravagância e loucura que os americanos possuíram após o fim da Grande Guerra. Assim, logo ele e torna-se amigo de Gatsby, um misterioso homem rico e com um passado nada transparente, este é seu vizinho e mora em uma mansão onde costuma dar grandes festas.

Com o passar do tempo, Carraway, descobre que Gatsby tinha conquistado toda sua riqueza e a ostentava em festas com um único motivo: reconquistar seu amor do passado, Daisy. Nick tentará ajudar Gatsby a realizar seu desejo, já que ele é primo da tão amada mulher

Desta feita, quando Carraway saiu de sua cidade para aprender e atuar no negócio de títulos, ele não imaginava que aconteceria tantos fatos inusitados em sua vida. Tudo que ele queria no Leste, era alugar uma pequena casa onde pudesse observar e desfrutar daquela riqueza de forma indireta.

Assim, tudo começa quando Nick visita a casa dos Buchanan, no outro lado da baía, convidado para um jantar. Tom Buchanan fora seu colega na faculdade, e agora marido de sua prima, Daisy, ele é insensível e muito arrogante, além de muito rico. No jantar Nick conhece a srta. Baker, uma jovem golfista por quem ele se sente atraído. Logo, entre o preconceito e suspeitas de traição, ele começa a conhecer à rotina daquela família.

A partir daí o enredo vai se desenvolvendo em meio à traições e tragédias, trazendo à tona muitos outros segredos que rondam a vida das personagens, e principalmente os do grande Jay Gatsby.

As personagens mostram-se um tanto frias e vazias de sentimentos, onde a beleza é sempre associada à corrupção. Através de Jay Gatsby, também podemos perceber tudo o que uma pessoa é capaz de fazer quando busca aquele único sonho…

Embora retrate toda a confusão da sociedade da época, não há contraindicações. O livro é muito curto e a linguagem empregada é simples (considerando a época em que o livro foi lançado), fazendo com que a leitura seja bem rápida e leve.

Recomendo a obra a todos que desejam conhecer um pouco mais os costumes da sociedade americana do início da década de 20 ou que simplesmente gostam de um bom romance histórico.

O livro é realmente bom para se ter uma ideia de como era a sociedade na época dos anos 20, quando os casamentos eram movidos por interesses financeiros (ainda hoje o são em alguns casos), e a classe alta era fútil e vivia em seu mundinho de festas onde o dinheiro bancava tudo e as pessoas eram descartáveis (qualquer semelhança com os dias atuais não é mera coincidência).

No geral, indico a obra para os que gostam de clássicos e também para aqueles que costumam olhar para trás, o que acredito eu que não é o recomendável, passado é passado, e o que ficou lá deve permanecer lá, mesmo porque não há como trazê-lo para o presente. Em meu ponto de vista sempre que tentamos reviver o passado ele se transforma em monstro e nos devora. É como a Bíblia diz com a passagem da mulher de Ló, quem olha para trás se transforma em estatua de sal e morre ou nunca sai do lugar, fica a dica….

A mensagem que este clássico me deixou é que jamais devemos olhar para trás…

Boa leitura!

Adicione um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

error: O conteúdo está protegido !!
Copy Protected by Chetan's WP-Copyprotect.