Laranja Mecânica, Anthony Burgess

O livro foi escrito por Anthony Burgess, publicado em 1962, a obra retrata de forma muito clara e realista o futuro da sociedade, está também mostra a vida de Alex, chefe de uma gang que praticava assaltos e terrorismo na cidade onde reside, maltratando pessoas inocentes, e matando sem misericórdia. Neste livro, o autor mostrou uma nova linguagem utilizada pelas gangs, esta linguagem foi uma amostra de como seria hoje, de como as gírias são usadas pelas quadrilhas.

No decorrer da narrativa, Alex é preso e na cadeia conhece a violência pelo outro lado da moeda, sentindo na pele tudo que ele fazia aos outros, desesperado para sair daquele inferno, um dia ele conhece um padre que está envolvido com um projeto do Estado para reintegrar os delinquentes à sociedade; desta feita, ele concorda em se submeter a um tratamento para atenuar sua pena e conseguir a liberdade novamente.

O tratamento consiste em o indivíduo seja cobaia, sendo alvo de tortura, sofrendo diversas práticas que fazem com que o paciente passe a sentir aversão por determinado comportamento ou atitude de agressão.

No caso de Alex, ele deve sofrer todo tipo de violência, haja vista que ele era extremamente violento. Assim, quando ele volta as ruas, começa a sofrer na pele as mesmas violências que praticava, pois não conseguia se defender, sendo que qualquer tentativa de agressão ou violência, faziam-no se sentir mal a ponto de desmaiar, tornando-o vulnerável a qualquer ataque.

Nesse contento, em uma viagem à Londres do futuro, o bem e o mal, são explorados nesta obra alucinante de Burgess, mas não no habitual racional dialético. O mal como escolha e o bem como imposição são retratados no personagem Alex, a encarnação de uma juventude atormentada e dominada pela violência.

Uma juventude que não conhece o afeto e que é vitimizada por uma sociedade fria e insensível, ela própria repleta de violência institucionalizada. Esta obra faz-nos regressar às eternas questões levantadas sobre o livre arbítrio, discutindo a legitimidade daqueles que se “julgam” detentores do bem.

Os valores da nossa sociedade são postos à prova e revirados num giro de emoções, muitas vezes mascaradas, outras vezes completamente manifestas. Sem dúvida uma das obras mais marcantes do séc. XX, capaz de fazer desmoronar tudo aquilo em que acreditamos.

É uma obra complexa. Leitura recomendável!

Boa leitura e até o próximo post!

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