Ilíada por Homero

Nossa! Não sei vocês, mas para eu ler esta obra, precisei de coragem, haja vista não ser um livro acessível à massa vulgarmente falando. Ufa!

Sem mais delongas, devo dizer que provavelmente todo mundo já ouviu falar de Homero, eu mesma já o citei em outras resenhas postadas aqui no blog e claro, como são poemas clássicos essas histórias deve ter sido ouvido de outras pessoas.

Outra coisa que acredito que quase todo mundo sabe; é que Homero era cego e que devido a essa deficiência, ele tinha um imaginário riquíssimo, desta forma se destacava como aedo, ou seja, uma pessoa que canta os poemas épicos sem ser o autor deles, diferente do rapsodo, que também era autor das epopeias que cantava. E tem mais: a autoria é atribuída a ele, pois os fatos estavam no inconsciente coletivo dos gregos.

As epopeias sempre têm um preâmbulo no qual o aedo e rapsodo faziam um apelo às musas ou a mãe delas. Assim, tem-se a impressão que o aedo é apenas um porta-voz escolhido pelos deuses para transmitir a história, por meio oral e em versos, aos seus.

E culturamente falando, o famoso enredo dessa obra que é considerada uma das fundadoras de nossa cultura ocidental. Aff, é muito para cabeça!

Enfim o enredo: em período de crises, o sacerdote de Apolo, pede a Agamêmnon que lhe devolva a filha Criseida, esta foi levada como espólio de guerra depois que Tebas sofreu um assalto.

Infelizmente seu pedido é negado e Apolo irado e vingativo dizima os gregos e seus animais das praias de Troia. Diante da fúria de Apolo, Agamêmnon concorda em devolver Criseida a seu pai, mas pede a troca desta por outra escrava e toma Briseida, escrava e amante de Aquiles, em recompensa pela perda de Criseida.

Desta vez quem fica irado é Aquiles e deseja atacar Agamêmnon, porém é impedido por Atenas. Então. Aquiles retira-se da guerra e pede à sua mãe, Tétis, para que solicite a Zeus para interceder em favor dos troianos e que gastigue Agamêmnon. Zeus concorda em ajudar Tétis e, em sonho, ordena que Agamêmnon arme os exércitos.

Nesse tempo, Páris propõe um duelo para decidir o destino da guerra, e oferece Helena, esposa de Menelau, como prêmio, esta havia sido raptada por ele. Para desespero de Páris, Menelau vence, mas Páris não desiste porque é ajudado por Afrodite que o conduz aos braços de Helena.

Os combates se iniciam e os grandes heróis se digladiam. Zeus proíbe a interferência dos deuses. Hera engana Zeus e ajuda os gregos, que estavam em desvantagem. Pátrocolo, primo e grande amigo de Aquiles, pede a armadura e as armas de Aquiles para entrar na luta fingindo ser Aquiles, situação em que é morto por Heitor, um grande guerreiro.

Aquiles, ao saber da morte de Pátroclo, fica desmilinguido e pede  à sua mãe que providencie novas armas para voltar para guerra. E volta furiosos, esta é a segunda ira de Aquiles. Nessa batalha épica, os deuses participam livremente. Hera, Hermes, Atenas, Poseidon e Hefesto lutam ao lado dos gregos e Áries, Ártemis, Apolo e Afrodite, ao lado dos troianos.

Finalmente no enfrentamento dos dois grandes rivais, Aquiles mata Heitor e desonrando seu corpo ao arrastá-lo pelo acampamento. Vingança feita, Aquiles promove os funerais de Pátroclo. Príamo  implora a Aquiles o corpo do filho, o irado fica comovido, devolve o corpo e são concedidos 10 dias de trégua para a preparação do  funeral de Heitor.

Ilíada nos conta às aventuras de deuses e heróis, os mitos e o fabuloso cavalo de Tróia.  Além do nosso alfabeto, devemos muitas coisas do nosso mundo de hoje aos gregos antigos: a Filosofia, a Democracia, a Literatura, as ciências e muitas outras coisas. Suas histórias antes de serem contadas elas eram cantadas, como já havia mencionado no início da resenha.

Nem preciso dizer que esta leitura é altamente recomendável!

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