Dom Casmurro, Machado de Assis

Olá, literários!

Hoje a resenha é o clássico maravilhoso “Dom Casmurro”; eu não sei vocês sabem, mas esse apelido foi dado a Bentinho (Dom Casmurro) por um amigo, isso aconteceu devido ao seu jeito de ser sempre calado e metido consigo mesmo. Dito isso, vamos a história:

Bentinho era um garoto de 15 anos, morava em uma vila chamada Matacavalos, junto com sua mãe Glória, seu tio José Dias e sua tia Justina, ambos agregados. Ele era vizinho de Capitu, sua melhor amiga desde a infância.

D. Glória, havia tido outro filho antes de Bentinho, mas ele havia morrido, então, ela fez uma promessa que se tivesse outro filho, este seria padre e lógico sobrou para Bentinho. O problema era que ele queria Capitu e não ser padre. Eles eram apaixonados e para ficarem juntos, eles passaram a viver seu romance secretamente e não aceitavam a ideia de que teriam que renunciar a essa paixão, para que Bentinho fosse padre.

Entretanto, o tempo não conseguiu apagar a promessa de D. Glória e no determinado tempo, ela mandou Bentinho para o seminário, mesmo sabendo que ele não queria ir, pois seu filho havia confessado ao tio José Dias que não tinha vocação para ser padre, porém nada disse sobre a sua paixão por Capitu. O que aconteceu, foi que mesmo o tio tentando convencer d. Glória, Bentinho acabou no seminário podendo apenas visitar a família e encontrar-se com seu grande amor aos sábados.

No seminário ele conheceu Escobar, a esse amigo, ele confidenciou seu segredo e descobriu que Escobar não tinha interesse em ser padre. O tempo passou e um dia Bentinho conheceu Sancha, amiga de Capitu, ela estava muito doente e Capitu cuidava dela. Com o passar dos anos, Bentinho e Capitu já não suportavam mais esconder sua paixão, foi então que José Dias teve uma ideia de que Bentinho deveria ir para Roma falar com o papa para obter o perdão da promessa de sua mãe, porém Escobar teve uma ideia melhor, D. Gloria deveria adotar um menino para que este fosse padre no lugar de Bentinho, assim ela pagaria a promessa. D. Gloria aceitou a ideia e Bentinho foi estudar leis, casou-se com Capitu e Escobar começou a trabalhar no comércio e casou-se com Sancha. A vida corria as mil maravilhas. Os quatros tornaram-se grandes amigos, Sancha e Escobar tiveram uma filha, mas Bentinho e Capitu não conseguiram ter o tão desejado filho.

Um dia, Bentinho ir com Capitu ao teatro, mas ela não quis ir e alegou estar com dor de cabeça e insistiu para que seu marido fosse, Bentinho assim o fez. Até aí tudo bem, o esquisito é que Bentinho encontrou Escobar, e este lhe pareceu estranho e pior quando chegou em casa, Capitu estava em ótimo estado. O tempo correu e finalmente Capitu pôde ter o filho deseja e lhe deu o nome de Ezequiel, o menino cresceu tornando-se amigo da filha de Escobar e Sancha, chegando até pensar em se casar um dia, o que não aconteceu.

Ezequiel apesar de seu grande afeto pela mãe, tinha maior aproximação com o pai, ele também tinha o costume de fazer brincadeiras imitando os adultos, principalmente Escobar. Um dia, Escobar sem noção de perigo foi nadar num mar violento e acabou morrendo afogado. Todos sofreram muito sua perda. Passado esse triste episódio, por acaso Bentinho viu uma foto do seu amigo Escobar quando era mais moço e notou uma grande semelhança com seu filho, tão grande que foi tomado por um sentimento de desconfiança e ódio, ficou tão transtornado que passou a crer que sua mulher o traíra e dessa traição nasceu Ezequiel.

De tanto pensar nessa traição, planejou suicidar-se e preparou uma dose de veneno com café, porém no instante que ia tomar, ouviu a voz do filho que entrou no escritório e o beijou. Na sua insanidade por um instante, pensou em matar Ezequiel, mas logo desistiu, repeli o menino e disse que não era pai dele, nesse instante Capitu entrou e negou tudo, entretanto, reconheceu que o casamento não poderia mais continuar. Ela e o filho foram para a Suíça e se correspondiam com Betinho através de cartas. Anos depois Capitu faleceu, Bentinho recebeu a notícia, assim como a visita de Ezequiel, que lhe pareceu ainda mais com Escobar. O encontro foi cheio de emoções e sem mágoas. Onze meses depois, Ezequiel morreu de febre tifoide.

No fim de tudo, Bentinho concluiu que, apesar da incerteza a respeito da fidelidade de Capitu, ela fora a única mulher que ele amou em toda a sua vida, um amor tão intenso que nada seria capaz de apagar.

E você, leitor?

Capitu traiu ou não Bentinho?

Boa leitura e até o próximo post!

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