Feliz ano velho

Sempre tive vontade de ler este livro, mas confesso que fui adiando. Até que por acaso o avistei na biblioteca do tribunal e resolvi ler esta autobiografia.

Iniciei a leitura da obra pelo prefácio, simples e irreverente. Na sequência, dei início a narrativa, a qual o autor começa a partir do acidente que sofreu ao dar um mergulho e bater a cabeça, e desse feito, ele vê toda sua vida mudar radicalmente.

Seus dias no hospital, as visitas que recebeu, as histórias que viveu são relatadas sob uma nova perspectiva: a de um jovem que sempre fez tudo o que podia e queria, e que, agora, sentado em uma cadeira de rodas, vê-se impotente diante dos acontecimentos, dependendo da ajuda de amigos e familiares para reaprender a viver.

Ao mergulhar no rio, Marcelo bateu a cabeça e acabou fraturando a coluna. De inicio, sua vida tornou-se confusa e incerta, inúmeras perguntas atormentadoras foram feitas, mas ninguém, nem mesmo a medicina poderia garantir que ele pudesse, um dia, voltar a ter os movimentos dos braços e das pernas.

Ficar dia e noite deitado, imóvel em uma cama hospitalar se tornou uma experiência totalmente desagradável. E quando as coceiras começavam? E quando a dor de barriga vinha?

Para o autor ou para qualquer pessoa, não ter controle sobre seu próprio corpo o deixava nervoso, com medo e ansioso. O teto era a única visão que nosso personagem tinha direito, porém a companhia de diversas pessoas queridas fez com que ele não desistisse de lutar.

Estou na página 41 do livro e até aqui é bem estranho ver a vida sob uma nova perspectiva, porém gosto muito desse tipo de leitura, pois nos traz uma outra realidade, é um mundo dentro do nosso mundo. Já li alguns livros nesse sentido, mas sobre os assuntos, igualmente relevantes para a nossa existência….

Enfim, terminei o livro, amei!

Entretanto tem algumas coisinhas; uma é que o Marcelo chama de Deus, de deus, ou seja para ele Deus, meio que sem significado ou talvez seja um erro gramatical, pois para mim Deus, se escreve com letra maiúscula, pois trata-se de nome próprio. Outro item, é ele chamar o enfermeiro de neguinho, achei pejorativo,mesmo para a época, não gostei, parecia coisa de um burguês esnobe. E por fim, todos os deficientes serem tratados iguais na questão financeira, no livro, o próprio Marcelo questiona ele não precisar pagar as atividades e eventos, haja vista que tem recursos para suas atividades.

De qualquer modo, o livro é muito bom, altamente recomendável!

Boa leitura!

[Total: 0   Average: 0/5]

Deixe uma resposta

Copy Protected by Chetan's WP-Copyprotect.
error: Content is protected !!