Cidade de Deus por Paulo Lins

O livro Cidade de Deus retrata as transformações no conjunto habitacional como o mesmo nome, este cresce de forma desorganizada, em meio à pobreza, a violência e ao tráfico de drogas.

O enredo começa com uma conversa entre dois moradores do recente bairro criado, Cidade de Deus; Busca Pé e Barbantinho. Neste trecho é perceptível que  apesar de jovem, o bairro já demonstra índices de criminalidade, assaltos e mortes, sem contar os furtos generalizados efetuados por moradores traficantes e seus comparsas.

Nesta comunidade, a criminalidade e violência fazem parte do dia-a-dia dos moradores, além de uma disputa visando o controle do tráfico, sendo esta disputa determinante para os assaltos e guerras.

No livro são também retratadas histórias interpessoais como a de Inferninho que se interessa por Berenice, tanto que arruma um barraco e vai morar com ela. Certo dia, após ser entregue para a polícia por Francisco, Inferninho assassina o morador da Cidade de Deus por vingança e, após cometer o crime, é perseguido pelo policial Cabeça de Nós Todos, que ficou com raiva, pois a vítima era um trabalhador.

Inferninho, Pelé e Pará assaltam um hotel, um ônibus, e os crimes continuam a serem frequentes. Belzebu, intrigado com tantos crimes na comunidade, persegue Inferninho e o mata, enfim, a obra retrata de forma realista o cotidiano de uma comunidade violenta e entregue nas mãos do crime.

Em um segundo momento, a obra conta a história de Pardalzinho, este leva uma vida cheia de assaltos e assassinatos, junto com seu amigo, que passou a se chamar Miúdo. Pardalzinho administrava de maneira satisfatória uma boca de fumo dos blocos, mas em uma briga com rivais, levou duas facadas e foi hospitalizado.

Depois da recuperação, casou-se com Mosca e mudou o visual.  Porém acabou sendo preso. Pouco tempo depois ganhou a liberdade e juntou-se novamente com Miúdo. Acontece que seu amigo era muito mais violento e queria matar Batucatu, mas Pardalzinho era contra. No final decidiram dar apenas uma surra. Movido pela ira e jurando vingança, Batucatu tenta acertar um tiro em Miúdo, mas erra a pontaria e acaba acertando Pardalzinho, que morre.

Em terceiro momento, vem à história de Zé Miúdo e aqui acontece à guerra entre os “donos” da comunidade, os traficantes. Um desses bandos é comandado um por Zé Bonito e o outro por Zé Miúdo. Este conflito se dá quando Zé Miúdo estupra a namorada de Zé Bonito, que era um morador e trabalhador honesto da Cidade de Deus.

Depois do crime cometido por Zé Miúdo, Zé Bonito jurou vingança e formou seu bando com bandidos que também odiavam Zé Miúdo. Para se defender, Zé Miúdo reuniu seus comparsas e formou um bando para combater frente a frente com a outra quadrilha.

Assim, a Cidade de Deus tornou-se palco de um conflito, de troca de tiros e assassinatos à luz do dia. Desta forma a comunidade ficou conhecida nacionalmente pela guerra de traficantes e, por fim, Bonito e Miúdo acabaram morrendo em conflito com a policia. Na mais do que o esperado. Fim.

Livro excelente, mas uma triste realidade.

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