Cem Anos de Solidão por Gabriel García Márquez

Não era muito fã desse autor, mas acabei queimando a língua, graças a Deus!

Em “Cem anos de solidão”, Gabriel García Marquez narra a história da família Buendía, uma estirpe de solitários que habitam a mítica aldeia de Macondo. A narrativa desenvolve-se em torno de todos os membros dessa família, com a particularidade de que todas as gerações foram acompanhadas por Úrsula, uma personagem centenária e uma matriarca conhecida.

Publicado em 1967, Cem Anos de Solidão é uma das obras-primas da literatura latino-americana moderna. Esse livro tornou o colombiano Gabriel García Márquez (1928) uma celebridade mundial; quinze anos depois, em 1982, ele receberia o Prêmio Nobel de Literatura.

Confesso que não  li muitos livros desse autor, acham um pouco “chato”, e neste caso fiquei confusa, principalmente porque me confundia com os nomes de todos na família. Todos os homens desde o tataravô se chamam Arcádio ou Aureliano alguns tem nome composto como José Arcádio, Aureliano José e assim por diante. Mesmo assim resolvi ler a obra.

É um livro poético, cheio de paixões, sofrimento e segredos. Conta a história de José Arcádio Buendía que se casou com sua prima, Úrsula Iguarán, mas por serem da mesma família sofriam com comentários do povoado que dizia que parentes próximos quando se casam geram aberrações, como por exemplo crianças com rabo de porco. Isso ainda acontece em nosso tempo.

Assim eles com alguns amigos decidem fundar um novo povoado chamado Macondo. Viajamos por esse povoado durante cem anos e em todos Úrsula nos acompanha. Úrsula é uma personagem extremamente forte, ela é mãe de José Arcádio, Aureliano, Amaranta e Rebeca que é filha adotiva, os filhos são batizados com nomes em homenagem aos seus antepassados. Todos os personagens são bem parecidos na questão de serem solitários.

Essa história mexe com nossas fantasias nos faz pensar que talvez seja possível conversar com fantasmas, vencer uma guerra, conhecer o sobrenatural, penso que é semelhante ao livro A casa dos espíritos, este já resenhado no blog. Voltando a esta obra, apesar da confusão de nomes, não é um livro de leitura tão complexa, e a história e muito bem escrita, eu confesso que me senti uma um pouco estranha por não ter amado esse livro como tantas pessoas amam e o consideram favorito. Mesmo assim um clássico é um clássico e vale à pena ler  pôde ser você seja surpreendido positivamente. Afinal essa obra é considerada a mais importante escrita em língua hispânica perdendo apenas para “Dom Quixote”.

Boa leitura!

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