A Moreninha

Como se manter fiel ao juramento de amor feito no passado, diante de uma nova e ardorosa paixão? É o que se pergunta Augusto ao conhecer Carolina, a Moreninha…uma resposta surpreendente será dada ao personagem nas páginas deste agradável livro de Joaquim Manuel de Macedo…publicado em 1844, este é o primeiro romance da nossa literatura.

Esta divertida história de amor retrata com perspicácia a sociedade do Rio de Janeiro do Segundo Reinado. É uma história que conta uma aposta entre rapazes, um deles Augusto, aposta com amigos que não ficaria apaixonado por mais de 15 dias por mulher alguma, sua pena (em caso de perda) será a de escrever um romance para estes amigos. E assim sucede.

O romance A moreninha é o fruto desta aposta. Augusto é estudante e colega de Felipe, cuja irmã é Carolina. Augusto quando criança jurou amar eternamente uma menina cujo nome ignora e fica inconstante em seus amores, até que conhece Carolina, pela qual se apaixona e persegue.

Quando no final ficam noivos, ela primeiro manda-o casar-se com sua amada de infância e depois revela ela ser esta amada. O livro é um exemplo clássico do Romantismo, tendo sido seu primeiro exemplo brasileiro.

Ele gira em torno de sua heroína perfeita e seu herói que luta para ter o amor desta e os obstáculos para sua realização, no caso a promessa infantil. Também são bem representados os costumes do Rio de Janeiro da década de 1840 e a classe dos estudantes, da qual Macedo fazia parte na época da escrita do livro.

A obra de Macedo apresenta todo o esquema e desenvolvimento dos romances românticos iniciais: descrição dos costumes da sociedade carioca, suas festas e tradições, estilo fluente e leve, linguagem simples, que beira o desleixo, tramas fáceis, pequenas intrigas de amor e mistério, final feliz, com a vitória do amor.

Com esta receita, Macedo consegue ser o autor mais lido do Brasil em seu tempo. Macedo foi, por excelência, o escritor da classe média carioca, em oposição à aristocracia rural. Sua pena tinha o gosto burguês; seus romances eram povoados de jovens estudantes idealizados, moçoilas casadoiras, ingênuas e puras e demais tipos que perambulavam pela agitada cidade do Rio de Janeiro.

Adorei, mas já faz muito tempo que li. A nossa literatura tem ótimos livros, super recomendo.

A droga da obediência

A droga da obediência

Uma turma de adolescentes enfrenta o mais diabólico dos crimes. Num clima de muito mistério e suspense, cinco estudantes? Os Karas?

Enfrentam uma macabra trama internacional: o sinistro Doutor Q.I. pretende subjugar a humanidade aos seus desígnios, aplicando na juventude uma perigosa droga. E essa droga já está sendo experimentada em alunos dos melhores colégios de São Paulo.

Esse é um trabalho para os Karas: o avesso dos coroas, o contrário dos caretas. ..um livro bem adolescente….li há muitos anos…