O Caso dos Dez Negrinhos

Nossa, este livro na minha opinião é um dos melhores. É uma das maiores obras primas da inglesa Agatha Christie, conhecida como Rainha do Crime. O título causou polêmicas, principalmente nos Estados Unidos, onde foi publicado como And Then There Were None.

Além do enredo genial, esse livro surpreende até os mais aficionados fãs da escritora, eu sou uma delas, pois diverge fortemente de seu estilo, prescindindo de um detetive formal, que concentre as ações investigativas.

A trama reúne em uma ilha, dez personagens que, em princípio, nada têm em comum, convidados por um anfitrião misterioso. Com o desenrolar da história, todos acabam descobrindo que são acusados, cada um de um crime, e que tais crimes possuem uma intrincada rede de inter-relacionamentos que levam ao anfitrião.

A partir daí um a um, os convidados são assassinados, enquanto os demais lutam para sobreviver e encontrar o culpado pelos crimes. Cada cena narrada cria uma expectativa funesta, que prende o leitor à trama e o leva a trocar constantemente de suspeito, até o fim surpreendente e espetacular, totalmente diferente das histórias policiais médias.

O livro fez tanto sucesso, que serviu de inspiração para criação do jogo de tabuleiro Clue (no Brasil, Detetive). Também teve uma paródia filmada por Hollywood, o hilário Assassinato por Morte (Murder by Death – 1976, com Peter Sellers, Peter Falk e David Niven). E eu vou mais além, acho que ele inspirou muito mais filmes e séries de TV.

É aquele tipo de livro que você não esquece nunca, fica armazenada na sua memória para sempre.

Altamente recomentado!

 

A Morte no Nilo

Morte no Nilo é provavelmente a história de detetive mais famosa de Agatha Christie. Ela é protagonizada pelo belga Hercule Poirot e é considerada a favorita da autora.

Ambientada no Egito, a ação vai parecendo devido às descrições baseadas em observações pessoais da autora durante sua visita ao país, um de seus preferidos. A história é baseada na personagem de Linnet Doyle, linda e saudável, viajando com o marido e outros turistas através do Nilo.

Para sua desgraça, um dos viajantes é nada menos do que uma de suas melhores amigas, Jaqueline, que certa vez foi noiva de seu marido. A autora junta personagens que aparecem na viagem como se por mera coincidência, mas obviamente elas realmente não aconteceram.

Desta feita, Agatha liga a vida dos personagens, construindo o suspense até a morte acontecer. É claro que nós leitores esperamos isso, mas não sabemos quem o fará. Os planos secundários e a astúcia dos personagens criam dificuldades para a dedução, e a autora não para até que pelo menos alguém morra.

A revelação do assassinato é engenhosa, como sempre, e pode ser considerada a mais interessante parte da história. O talento de Agatha Christie está em mostrar todas as informações necessárias para que o leitor possa destrinchar a estória por conta própria e chegar à conclusão correta.

Ao mesmo tempo, ela revela apenas o necessário para que isso se torne possível. O leitor descobre que ele poderia fazer isso por conta própria, mas não conseguiu, e assim é que o cérebro de Poirot se mostra impressionante. A complexidade do plano é tanto que podemos reler o livro sem que o conhecimento prévio da história tire o seu encanto. Eu amei este livro, com certeza vocês também vão adorar.

Boa leitura!

Cipreste Triste

Outro livro da incomparável Agatha Christie, adoro!

Aqui a história começa com a teoria da prova, brincadeirinha…não é nada disso, ou melhor é sobre indícios, qual seja, todas as provas aparentemente indicam que, o assassino ou melhor a assassina é a jovem Elinor Carlisle, rival de Mary Gerrard, a vítima.

Tudo indica que Elinor tinha os meios para venenar a vítima, além da oportunidade e do motivo, sem contar que Elinor na audiência não se ajuda e assim a ré corre o grande risco de ser condenada a pena capital, ou seja, de morrer enforcada.

No entanto, em meio de toda aquela gente existe, uma pessoa que acredita na inocência de Elinor. E está convicto de que está certo, assim, Poirot recusa-se a aceitar as evidências e decide pôr a sua brilhante massa cinzenta em funcionamento para solucionar o mistério e encontrar o verdadeiro assassino.
Quem será?

Boa leitura!

Assassinato no Expresso do Oriente

Após resolver mais um caso, o detective Hercule Poirot embarca no Expresso do Oriente, numa viagem em que se verifica, ao contrário do habitual naquela altura do ano, uma grande afluência de passageiros.

Durante a viagem um dos passageiros é assassinado e, quase ao mesmo tempo o comboio fica retido por causa de uma tempestade de neve.

Todos os passageiros são suspeitos, com exceção do presidente da companhia Wagons Lits, de um médico grego e de Hercule Poirot que vão trabalhar em conjunto para resolver o caso. No decorrer da investigação Poirot fica sabendo que a vítima era um criminoso que participara no famoso caso Armstrong que envolvia o rapto e morte de uma criança que levara à morte da mãe por desgosto e ao suicídio do pai.

Desta feita, Poirot acaba por descobrir que todos os passageiros da carruagem onde ocorreu o crime tinham estado, de algum modo, ligados à família Armstrong. Daí as várias facadas desferidas na vítima e a antipatia que todos lhe demonstravam. Agora resta saber quem é o assassino….eu sei, mas não me lembro,kkk

Boa leitura!

A Casa do Penhasco

 
A história começa com Hercule Poirot e o seu fiel amigo, o capitão Hastings, passando uma temporada no Hotel Majestic, localizado na costa da Cornualha. Lá conhecem uma bela e jovem mulher, Nick BucKley, esta dona da casa do penhasco. No penhasco acontecem coisas estranhas, entre elas Nick escapando três vezes, em três dias seguidos, da morte.
No primeiro momento um quadro pesado cai sobre a sua cama. Em seguida, numa trilha do penhasco, uma enorme pedra se solta e por pouco não a atinge.
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Depois seu carro tem um problema com os freios, falhando numa encosta íngreme.  Para Nick era apenas coincidências e, um grande azar. Mas quando uma bala quase lhe atinge a cabeça, ela pensa na hipótese de alguém querer acabar com a sua vida.
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Muito impressionado com estas “coincidências” acidentais com Nick, Poirot decide ajudá-la a escapar da morte, porém fica, desiludido com as descobertas que faz e são muitas…Muito legal, um suspense de tirar o fôlego.
Quer saber o final, leia o livro…