Cinco Minutos

O livro conta a história do casamento do autor com Carlota. É isso mesmo, o autor casa-se com Carlota e narra a história. É uma “coisa” meio maluca, para nós leitores, parece que está lendo uma história que não é para ele, já que o autor, o digníssimo José de Alencar se dirige textualmente a uma prima.

Nós leitores nesta narração somos uma terceira pessoa, ficamos entre a tal prima e Alencar. Entretanto, Alencar tenta ao mesmo tempo nos levar a refletir que tudo é imaginário e que tudo faz parte das fantasias dele, desta feita o autor narra os fatos verídicos daquela época, acontecimentos reais que marcaram o Rio de Janeiro no começo do século.

Ele é tão minucioso em narrar os acontecimentos até situa horários e datas. Hoje a história desse autor romântico é percebida quase ingênuas e infantis para nós leitores modernos. Bom, é o que eu observo. Pode ser que você veja de forma diferente.

A narrativa sobre o amor sempre vence, são decisões passionais dos amantes, aquela “melação” romântica. Na época, os periódicos eram lidos pelas senhoras burguesas.

Em meu ponto de vista exagerado, é possível dizer que o autor nos faz lembrar, os romances tipo: Julia, Fascinação e outros livrinhos adocicados que embalam os sonhos das adolescentes e das mulheres solteiras, porém, a linguagem, a escrita e seu estilo são de extrema e rara qualidade. Nesse quesito não há o que discutir.

Não sei se você, caro leitor sabe, mas foi esse autor fantástico que se dissociou da forma portuguesa de escrita para inaugurar definitivamente o texto nosso, brasileiro. E não é só isso, este livro e A Viuvinha retratam a vida burguesa; não me lembro se falei isso na resenha A viuvinha, se não falei, faço isso agora, ok.

Enfim, as personagens são personagens que, retratam o ideal da vida burguesa, reproduzida na nossa Corte. Aqui no livro Cinco Minutos, o narrador-personagem encontra-se disponível, no livro inteiro, desde o início até o fim, satisfazendo assim sua imaginação caprichosa. Se eu recomendo, claro, né!

Recomendadíssimo!

Boa leitura!

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