A última confissão

a última confissão

Terminei de ler esta obra hoje…e a reflexão que tenho após a leitura é que preciso estudar mais sobre a inquisição, pois tudo que sei se resume a um período negro na história humana, algo aterrorizante e desprezível, assim como o período nazista; tudo em nome de uma estúpida e maldita “causa”.

Ambos períodos (nazismo e inquisição) estão recheados de ignorância, hipocrisia, maldade, poder e um enorme desprezo pela vida, pela liberdade humana e, pior pelo intelecto e conhecimento, tão necessários à nossa existência e sobrevivência.

Voltando a obra, Bruno, monge, escritor, teólogo e brilhante filósofo, foi queimado na fogueira, acusado de heresia, em 1600, século XVI. Este livro é um resgate de sua história; o autor recriou um suposto diário dos últimos dias de Giordano Bruno na prisão, West traçou um retrato da personalidade de um dos homens mais notáveis de seu tempo.

Monge italiano, nascido em 1548, Giordano Bruno da Ordem dos Dominicanos desde os seus 15 anos dedicou-se ao estudo de filosofia aristotélica e da teologia São Tomás de Aquino e assim que entrou no seminário, tornou-se membro da Academia Florentina. Aos 17, entrou na Ordem dos Pregadores.

Defensor do conceito de infinito e de uma espécie de panteísmo. Para ele, os seres humanos ainda não eram capazes de realmente entender o conceito de Deus, que estaria em tudo e em todos. Para Giordano Bruno, Deus era a inteligência e a vida por trás de tudo que existe no mundo, e a matéria formadora dos objetos era expressão passiva de sua vontade.

Em síntese, Giordano Bruno, era hilozoísta, ou seja, quem acredita que toda a matéria do universo é viva, sendo o próprio cosmos um organismo material integrado, possuindo características tais como sensibilidade, animação ou consciência, é a ideia de que absolutamente tudo possui vida dentro de si; e pampsiquista, segundo a qual a matéria possui uma essência espiritual ou anímica, um fundamento psíquico inextenso subjacente aos atributos especiais ou tridimensionais, quem acredita que tudo tem alma.

Por ter ideias tão liberais em torno da religião, ele era grande defensor da unificação das religiões, a favor de que Deus estava além de qualquer tipo de dogma ou regra e eu concordo com ele, se Deus é único, porque diversas religiões, porque tantos crédulos semelhantes e outros distintos?

Para Bruno, o infinito era complexo demais para a mente humana, ele acreditava que os nossos sentidos estão reservados a compreender apenas o que pode ser limitado pelo espaço e pelo tempo. Segundo ele, o universo possuía essa mesma propriedade e o número de planetas seria incalculável. A ideia do filósofo era de que muito possivelmente existissem muitas Terras com muitos messias por aí.

Desta feita, o filosofo viajou pela Europa ensinando e divulgando suas teorias. Peregrinou pela Inglaterra, Alemanha, Suíça, República Tcheca e França. Em suas viagens, converteu-se ao calvinismo e deu aulas na Universidade de Oxford, porém logo desistiu da religião de Calvino pois considerava-a contrária à liberdade intelectual.

Giordano Bruno inspirou, séculos mais tarde, o movimento iluminista, defendeu que a verdade deve prevalecer sobre as crenças e as vontades. Certa vez, escreveu que “só os espíritos mais fracos é que pensam com a multidão por ser ela multidão. Segundo ele, a verdade não é modificada pelas opiniões do vulgo, nem pela confirmação da maioria”.

Depois de ser atacado várias vezes em diferentes regiões, acabou preso em Veneza pelo Santo Ofício ao ser traído por Geovanni Mocenigo, um figurão que queria honras e poder. A pedido do papa, foi entregue ao tribunal da Santa Inquisição e condenado a sete anos de prisão. Durante esse tempo, por não concordar em negar as próprias convicções, acabou sendo queimado no dia 17 de fevereiro de 1600.

Outro item também é que ele falou de mais, infelizmente foi ingênuo o bastante para crer que a raça humana e perincipalmente a religiosa podia ser confiável e que deveria ser honesto com eles. Bruno, estava inchado de seus conhecimentos e não percebeu que onde reina a ignorância não há lugar para a sabedoria. O tolo só ouve a si mesmo.

Muitas partes me chamaram atenção ao lê-lo, mas o que me repugnou foi notar que um dos homens mais manso entre os pseudo cristão e que também assinou a condenação de Galileu, Bellarmino foi canonizado em 1930…agora eu pergunto, como alguém tão sádico pode ser santo?

Eu amei ler este livro e deixo aqui minha recomendação.

Boa leitura!

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