A república por Platão

A República, de Platão é um diálogo socrático, escrito no século IV a.C., tratando-se de uma república onde são questionados os assuntos da organização social, a teoria política, a filosofia e a política.

A ordem da cidade é uma incorporação na realidade histórica da ideia do bem, o agathon. A incorporação deve ser levada a cabo pela pessoa que contemplou o agathon e deixou que a sua consciência fosse ordenada pela visão, o filósofo.

Na parte central do diálogo, Platão trata do governo dos filósofos e da visão do bem, na famosa Alegoria da Caverna. As três partes em conjunto formam o corpo principal do diálogo com a discussão da ordem justa, a incorporação, a sua gênese e o seu declínio.

O debate da ordem justa surge a propósito da questão sobre se a justiça é melhor que a injustiça ou se o homem injusto terá uma vida mais regalada que a do justo. Após a questão e o debate prolongado sobre a ordem justa, surge a resposta conclusiva de que a justiça é preferível à corrupção.

O corpo principal do diálogo bem como a introdução e conclusão são enquadrados pelo prólogo que constitui um curto diálogo sobre a justiça em que se debata em as opiniões correntes que levanta questões respondidas com o mito da salvação.

A República usa uma argumentação dialética, sendo este pensamento caracterizado  no aprendizado de que a realidade é à luz de posições contraditórias, uma das quais acaba por ser compreendida como verdadeira e a outra falsa.

A imagem correspondente é a do confronto entre luz, sol, claridade e trevas, escuridão e caverna. A dialética ascendente apresenta a ideia por confronto com os pontos de partida empíricos; a dialética descendente verifica a corrupção da ideia devido à sua incorporação numa situação empírica.

É particularmente interessante notar como as ideias do livro viriam a influenciar os autores posteriores. Por exemplo Platão desenvolve temas como propriedade privada e liberação sexual de forma bastante similar as que seriam propostas nas obras de Engels.

Ótimo livro, porém, sua leitura é complexa como todo livro escrito por filósofos, mas quanto compreendido é uma leitura extremamente agradável.

Altamente recomendável!

Adicione um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

error: O conteúdo está protegido !!
Copy Protected by Chetan's WP-Copyprotect.