A faca de dois gumes por Fernando Sabino

Esta história nos mostra como um ato pode voltar para você e da pior forma possível; o livro narra à história de Aldo Tolentino, um homem de 50 anos, viúvo e pai de três rapazes, um filho do primeiro casamento e dois do segundo.

Certo dia Aldo descobre a traição de sua atual esposa, a fútil Maria Lúcia com seu amigo e sócio Dr. Marco Túlio, nada fora do comum, chega até ser chato de tão “normal” essa traição. Pois bem, o amante é do tipo mais baixo, bem vestido, desenvolto, bronzeado e aparência de galã esportivo.

Revoltado, morto de ódio, Aldo Tolentino decide se vingar dos dois e tese um plano que acredita ser  perfeito. Ele forja uma viagem de trabalho para São Paulo, pega um avião e ao chegar à cidade se hospeda em um hotel. Horas mais tarde com documentos falsos, ele sai do hotel sem que ninguém perceba, volta para o Rio de Janeiro e vai para sua casa. Ao chegar lá ele flagra a mulher infiel com o amante na cama e mata os dois.

Acreditando estar com o álibi perfeito, Aldo nunca seria suspeito, assim volta para São Paulo tranquilamente. Mas, o que ele não esperava era que seu filho Paulo Sérgio, que havia chegado de madrugada em casa, encontrasse os corpos se tornasse o principal suspeito dos crimes pela polícia.

Seu filho Paulo Sérgio é acusado, sentenciado e desolado se suicida na cadeia. Aldo Tolentino sofre então com a faca de dois gumes, matou aqueles que o traíram, e como preço teve seu filho preso por um crime que não cometeu.

Como se vê nada é de graça, uma vida por uma, aqui foram duas vidas, por duas vidas, a vida dos amantes e a vida de Aldo Tolentino e seu filho Paulo Sérgio, este pagou pelo erro de seu pai. Aldo pagou com a culpa e a perda irreparável de seu filho. Talvez o preço dele seja o mais alto, pois acredito que não há nada pior do que a culpa, antes tivesse buscado outro caminho.

O grande problema é que na hora da ira, nos deixamos levar pelas emoções e estas são as piores conselheiras, quase sempre nos levam para o abismo e infelizmente tem o péssimo hábito de arrastar outras pessoas conosco, geralmente inocentes.

Um livro para se pensar!

Altamente recomendável.

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