A Arte da Guerra: os treze capítulos originais, Sun Tzu

Quando iniciei a leitura desse livro não tinha muita noção do que encontraria, cheguei a pensar que seria uma leitura enfadonha. No entanto, não foi nada disso; de súbito fiz uma viagem à China há 2.500 anos e conheci Wu, Sun Tzu, súdito do rei da província chinesa, ele foi um profundo conhecedor das manobras militares e a partir disso escreveu ‘A arte da guerra’, um tipo de manual que ensinava estratégias de combate e táticas de guerra. Wu viveu em uma época de turbulenta dos Estados guerreiros, era um filósofo estrategista que comandou e venceu muitas batalhas, ele era um guerreiro.

Com inteligência e argumentos totalmente racionais, o autor apresentou a importância da obediência, do planejamento e da motivação dos soldados. A obra original é preciosa por ser considerada o manual mais antigo de táticas de guerra, sendo hoje destinado a disciplinar a “guerra” das empresas no mundo dos negócios. Em meu ponto de vista este singelo livro ensina estratégias não só no mundo dos negócios, mas em todas a relações humanas.

Segundo o autor o mais importante aprendizado que se pode extrair do livro-manual é a batalha que devemos travar contra nós mesmos. Assim, para alcançar um objetivo, Wu ensina, que é necessário agir com um conjunto de fatores, conhecer o ambiente, a barreira a ser vencida e, mais que isso, conhecer nossos próprios pontos fracos e fortes.

Desta feita, o mais importante, segundo a obra é a sabedoria, ela é necessária para se obter do adversário tudo o que desejar, transformando os atos deste em benefícios próprios, em outras palavras, usar a arma do outro contra ele mesmo, sem que ele perceba.

Já em relação aos comandados, é necessário mantê-los em uma disciplina rígida, é preciso que o comandante seja respeitado, prestigiado, temido. Para tanto é preciso agir sempre rápido à medida que as infrações acontecem. Aqui a superioridade numérica isolada não significa vantagem, mas sim a determinação de um líder. A energia do líder, será fundamental para a vitória, mas não é a energia religiosa ou cósmica, mas sim a vontade de agir e conseguir conquistar seus objetivos. Desta feita, seus princípios podem e devem serem aplicados, por indivíduos na luta com seus adversários.

Quanto à existência de Sun Tzu, não se sabe se ele existiu de fato ou é uma apenas uma lenda, fato é que seus escritos são de Se-Ma Ts´ien, do século I a.C., sua primeira tradução é do padre Amiot, é a versão que se conhece no Ocidente.

No mais, tudo que se tem conhecido é que se trata de um tratado muito utilizado nas empresas e um livro extremante famoso, mesmo não lido por muitos, ele é conhecido mundialmente, assim como a Bíblia.

É uma leitura difícil, porém sua leitura é muito válida, principalmente por aqueles que se consideram guerreiros destemidos.

A princípio não gostei do livro, depois entendi e reli outras vezes…. é uma obra seca, não tem emoção, é uma leitura técnica, talvez por isso seja difícil, sei lá…de qualquer forma dependendo do que o leitor busca, é um livro válido.

Altamente recomendável!

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